Questões relacionadas com as quantias a apostar são frequentemente levantadas sobretudo por quem se inicia no mundo das apostas desportivas ou por apostadores menos experientes. Para quem quer começar a jogar de forma regular e não a fazê-lo de forma meramente pontual, estabelecer uma banca é importante. Mas afinal, o que é a famosa “banca” e em que é que isso ajuda a definir quanto devo apostar?

Conceito de Banca

O conceito de “banca” em português, “bankroll” em inglês, diz respeito ao montante total de à disposição de um determinado indivíduo para que possa efetuar as suas apostas. É, no fundo, a quantia que cada apostador está disposto a investir, a arriscar na indústria das apostas e que possui na sua conta de jogador na Casa de Apostas em que se encontra registado.

quanto devo apostar

A primeira questão colocada por quem se regista numa Casa de Apostas está relacionada com a quantia a depositar. Em relação a isso, não há nenhuma resposta ou teoria clara. O apostador deverá considerar a sua disponibilidade financeira e, em função disso, perceber quanto está disposto a investir/arriscar, constituindo, a partir daí, a sua banca. Esse é um ponto de partida para responder à pergunta “Quanto devo apostar?”. Além disso, levantam-se sempre questões relacionadas com os sobejamente conhecidos bónus/ofertas de boas-vindas que variam de Casa para Casa e podem influenciar a decisão do utilizador.

O objetivo da gestão da banca não é mais que maximizar o lucro e minimizar as perdas.

Fatores que ajudam a definir quanto devo apostar

A questão da banca é fundamental, daí que tenhamos começado por definir esse mesmo conceito. Nas apostas como na vida, a falta de gestão pode afetá-lo a vários níveis e, como tal, é fundamental que não relativize a sua importância e que o faça de uma forma inteligente e sustentada. Assim, há dois pontos determinantes que deve ter sempre em conta: a necessidade de saber como gerir o seu dinheiro e definir um método para gestão da sua banca. Existem diferentes métodos e estratégias e ao efetuar uma breve pesquisa na web, rapidamente se deparará com métodos como os denominados “Valor Fixo”, “Valor Percentual” ou “Critério de Kelly”. Todas elas têm os seus pros, todas elas têm os seus contras e acreditamos que deve conhecer todos. Não obstante, defendemos que não deve ser demasiado rígido ou totalmente fiel a somente uma única estratégia, dado que não existe um método totalmente eficaz ou confiável. Os métodos podem, isso sim, ser um ponto de partida para pensar sobre a gestão da sua banca, mas não viver obcecados com eles enquanto coloca a questão fundamental a si mesmo: “quanto devo apostar?”.

Método de Martingale

O método de Martingale é muitas vezes apresentando como um método apropriada para efetuar a gestão da sua banca, mas somos bastante reticentes em aconselhá-lo como tal, por consideramos que facilmente se poderá tornar mais lesivo que benéfico para o apostador. Porquê? Simples: a sua utilização poderá conduzir a uma quebra abruta da sua bancada, resultado em consequências absolutamente desastrosas.

Caso não esteja familiarizado com este tipo de método, de forma breve e simples, aquilo que nos indica é que devemos apostar o dobro do que apostou antes para tentar recuperar o prejuízo. Esta premissa já é suficientemente elucidativa quanto ao que poderá acontecer à sua banca se porventura nunca conseguir ganhar uma das apostas que fez. Em poucas jogadas, pode muito bem acabar por perder toda a sua banca. Nas apostas até poderá não ser uma questão de sorte (embora seja um fator sempre a considerar), mas em jogos como a roleta, caso a sorte não esteja do seu lado, rapidamente poderá deitar tudo a perder.

Quando devo apostar? – Estratégias

Uma vez estabelecida e definida a “banca”, a primeira questão mantém-se: Afinal, quanto devo apostar? Uma breve pesquisa na internet permitirá encontrar várias sugestões, umas mais interessantes que outras.

Primeiro que tudo, apontemos para a questão da confiança. Um dos “segredos” para ter sucesso nas apostas desportivas diz respeito à capacidade de identificar valor  na odd ou quota que reflete um determinado cenário. A partir do momento em que esse valor é identificado, o apostador pretenderá investir nessa hipótese. É aqui que se começa a escrever a resposta à questão colocada, dependendo do grau de confiança do apostador nesse cenário, bem como do quão alta é a odd.

Ora, esta linha de pensamento descarta uma das teorias mais aconselhadas em diversos portais de apostas desportivas que defendem que se deve apostar uma determinada percentagem (5 por cento, na maioria das recomendações) de forma constante. Enquanto apostador, estaria disposto a apostar 5 por cento da sua banca tanto numa odd de 1.60 quanto numa odd de 3.10? A resposta é óbvia: não. Como tal, importa reconhecer valor em cada cenário para que se possa perceber ou definir a quantia a apostar. Este tipo de abordagem remete-nos para o famoso Critério de Kelly.

[bet-pt]

Como funciona o Critério de Kelly?

O Critério de Kelly é muitas vezes aplicado aos jogos de azar e, como é lógico, tem por objetivo aumentar a banca tendo em consideração a percentagem a investir em cada aposta. No fundo, é uma metodologia na linha da anteriormente apresentada, em que cada aposta é objeto de análise cuidada. Por outras palavras, o Critério de Kelly resulta de uma fórmula que indica ao apostador qual o valor a apostar (em percentagem aplicada ao total da banca) tendo em conta a odd e dita probabilidade estimada do cenário em causa se concretizar. A explicação do Critério de Kelly com um caso prático pode ser encontrada aqui.

Aplicar critério dentro do Critério

Uma vez compreendido e interpretado o Critério de Kelly, uma pesquisa mais profunda poderá levar os apostadores a discernirem acerca de teorias que indicam a aplicação de um critério… dentro do próprio Critério. Confuso? É relativamente simples. Ao aplicar o Critério de Kelly, a percentagem de aposta sugerida poderá figurar como excessiva para o apostador. Se assim for, por que não reduzi-la e investir uma percentagem menor da banca? Esse tipo de sensibilidade fará com que o apostador não esteja “refém” da quantia imposta pelo recurso ao critério, gerindo a sua banca de uma forma menos rígida e mais personalizada.

Por outro lado, há quem sugira outra forma de gestão dentro do próprio método. Uma vez apurada a percentagem a apostar, ao invés de se aplicar a mesma ao total da banca, a poderá ajusta-la a um determinado montante, pré-definido. Imaginemos, por hipótese, que o resultado uma vez aplicado o Critério de Kelly é 15 por cento. Ao invés de ser aplicado no valor total da banca, o apostador pode optar por jogar 15 por cento de um montante pré-definido dentro da banca.

A aplicação do Critério de Kelly tem alguma complexidade, mas também tem aspetos bons associadas. Este tipo de abordagem permite o estabelecimento de uma metodologia organizada, pode ajudar o apostador a perceber se vale a pena apostar ou não ao identificar apostas de valor e, claro, é um tipo de gestão que está intimamente associada às odds.

Problemas do Método do Valor Fixo

Este método consta em vários portais, mas do nosso ponto de vista, é uma estratégia extremamente restritiva e, sobretudo, limitada. Quando o apostador aborda opta por uma determinada opção ou privilegia um determinado cenário em detrimento de outros é porque tem um maior ou menor grau de confiança. Ainda assim, há ocasiões em que temos maior confiança na opção que tomamos e estamos dispostos a arriscar mais e a colocar mais dinheiro da nossa banca nessa opção, ao passo que noutras ocasiões, por a confiança não ser tão grande, preferimos jogar uma “stake” mais baixa, ainda que apontemos sempre à possibilidade de ganhar, como é óbvio. Assim, colocar a mesma quantia em todas as apostas que coloca talvez não seja a forma mais inteligente de atuar do ponto de vista da gestão da banca. O risco, esse, é simultaneamente maior, dado que fica “refém” de uma determinada quantia para todas as suas apostas.

Problemas do Método do Valor Percentual

Muitos apostadores privilegiam o chamado Método do Valor Percentual. Neste caso, contrariamente ao que acontece no Método do Valor Fixo, o apostador opta por jogar uma determinada percentagem nas suas apostas. Ao usar o método percentual, o apostador tenderá a jogar com uma determinada percentagem do valor da banca, permitindo um maior controlo da mesma. No entanto, este tipo de método tem um problema, diretamente associado ao valor que tem na sua banca. Se a banca for demasiado grande, 10 por cento poderá representar um valor que não está disposto a arriscar de uma só vez. Já se a banca for demasiado baixa, jogar montantes tão baixos poderá resultar numa progressão demasiado lenta. Embora seja um método mais dinâmico que o Método do Valor Fixo, este também poderá ser um método algo limitativo.

Outros métodos

Recorrer a níveis de confiança para definir a “stake” (ou quantia a apostar) é outro método que consta em vários portais. Numa escala de 1 a 10, o apostador define quão confiante se sente em relação à concretização de um cenário. Mediante isso, aponta a uma determinada percentagem da banca a apostar.

Esta é uma forma subjetiva de atuar e é essa a ideia que, em jeito de conclusão, gostaríamos de passar. As diferentes estratégias podem ajudar, mas a decisão final relativa a quanto devo apostar será sempre de ordem subjetiva. Ora, essa decisão resultará sempre da conjugação de fatores já enunciados que vão da disponibilidade financeira à capacidade de reconhecer valor numa odd que contemple um determinado cenário.

Boas Apostas!