Questões relacionadas com as quantias a apostar são frequentemente levantadas sobretudo por quem se inicia no mundo das apostas desportivas ou por apostadores menos experientes. Para quem quer começar a jogar de forma regular e não fazê-lo de forma meramente pontual, estabelecer uma banca é importante. Mas afinal, o que é a famosa “banca”?

Definição de Banca

O conceito de “banca” em português, “bankroll” em inglês, diz respeito ao montante total de à disposição de um determinado indivíduo para que possa efetuar as suas apostas. É, no fundo, a quantia que cada apostador está disposto a investir e arriscar na indústria das apostas.

definição de banca

A primeira questão colocada por quem se regista numa Casa de Apostas está relacionada com a quantia a depositar. Em relação a isso, não há nenhuma resposta ou teoria clara. O apostador deverá considerar a sua disponibilidade financeira e, em função disso, perceber quanto está disposto a investir/arriscar, constituindo, a partir daí, a sua banca. Além disso, levantam-se sempre questões relacionadas com os sobejamente conhecidos bónus/ofertas de boas-vindas que variam de casa para casa e podem influenciar a decisão do utilizador.

O objetivo da gestão da banca não é mais que maximizar o lucro e minimizar as perdas.

Estratégias

Uma vez estabelecida e definida a “banca”, a primeira questão mantém-se: Afinal, quanto devo apostar? Uma breve pesquisa na internet permitirá encontrar várias sugestões, umas mais interessantes que outras.

Primeiro que tudo, apontemos para a questão da confiança. Um dos “segredos” para ter sucesso nas apostas desportivas diz respeito à capacidade de identificar valor  na odd ou quota que reflete um determinado cenário. A partir do momento em que esse valor é identificado, o apostador pretenderá investir nessa hipótese. É aqui que se começa a escrever a resposta à questão colocada, dependendo do grau de confiança do apostador nesse cenário, bem como do quão alta é a odd.

Ora, esta linha de pensamento descarta uma das teorias mais aconselhadas em diversos portais de apostas desportivas que defendem que se deve apostar uma determinada percentagem (5 por cento, na maioria das recomendações) de forma constante. Enquanto apostador, estaria disposto a apostar 5 por cento da sua banca tanto numa odd de 1.60 quanto numa odd de 3.10? A resposta é óbvia: não. Como tal, importa reconhecer valor em cada cenário para que se possa perceber ou definir a quantia a apostar. Este tipo de abordagem remete-nos para o famoso Critério de Kelly.

Como funciona o Critério de Kelly?

O Critério de Kelly é muitas vezes aplicado aos jogos de azar e, como é lógico, tem por objetivo aumentar a banca tendo em consideração a percentagem a investir em cada aposta. No fundo, é uma metodologia na linha da anteriormente apresentada, em que cada aposta é objeto de análise cuidada. Por outras palavras, o Critério de Kelly resulta de uma fórmula que indica ao apostador qual o valor a apostar (em percentagem aplicada ao total da banca) tendo em conta a odd e dita probabilidade estimada do cenário em causa se concretizar. A explicação do Critério de Kelly com um caso prático pode ser encontrada aqui.

Aplicar critério dentro do Critério

Uma vez compreendido e interpretado o Critério de Kelly, uma pesquisa mais profunda poderá levar os apostadores a discernirem acerca de teorias que indicam a aplicação de um critério… dentro do próprio Critério. Confuso? É relativamente simples. Ao aplicar o Critério de Kelly, a percentagem de aposta sugerida poderá figurar como excessiva para o apostador. Se assim for, por que não reduzi-la e investir uma percentagem menor da banca? Esse tipo de sensibilidade fará com que o apostador não esteja “refém” da quantia imposta pelo recurso ao critério, gerindo a sua banca de uma forma menos rígida e mais personalizada.

Por outro lado, há quem sugira outra forma de gestão dentro do próprio método. Uma vez apurada a percentagem a apostar, ao invés de se aplicar a mesma ao total da banca, a poderá ajusta-la a um determinado montante, pré-definido. Imaginemos, por hipótese, que o resultado uma vez aplicado o Critério de Kelly é 15 por cento. Ao invés de ser aplicado no valor total da banca, o apostador pode optar por jogar 15 por cento de um montante pré-definido dentro da banca.

Outros métodos

Recorrer a níveis de confiança para definir a “stake” (ou quantia a apostar) é outro método que consta em vários portais. Numa escala de 1 a 10, o apostador define quão confiante se sente em relação à concretização de um cenário. Mediante isso, aponta a uma determinada percentagem da banca a apostar.

Esta é uma forma subjetiva de atuar e é essa a ideia que, em jeito de conclusão, gostaríamos de passar. As diferentes estratégias podem ajudar, mas a decisão final será sempre de ordem subjetiva. Ora, essa decisão resultará sempre da conjugação de fatores já enunciados que vão da disponibilidade financeira à capacidade de reconhecer valor numa odd que contemple um determinado cenário.

Boas Apostas!