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Wolfsburg – Real Madrid (Liga dos Campeões)

O Real Madrid visita a Wolkswagen Arena embalado pelo extraordinário triunfo em Camp Nou, no fim de semana. Mas Kroos adverte que se forem jogar em ritmo de passeio podem complicar o apuramento para a meia-final. O Wolsfburg não ganha desde o segundo jogo dos oitavos de final da Liga dos Campeões. Mas isto é um momento único para o conjunto alemão e nestas alturas é de esperar capacidade de superação.

O Wolfsburg é clube com menos pergaminhos de entre os que chegaram aos quartos de final da Liga dos Campeões. Isso não o torna, de modo algum, o menos ambicioso. A equipa alemã, onde alinha o vimaranense Vieirinha, podia não ser a aposta mais evidente para chegar a esta fase da Liga Milionária. Mas agora que aqui está não se vai limitar a sair do caminho. Pelo contrário: este é um momento único para estes jogadores e treinador e todos estarão altamente motivados para fazer um brilharete. O clube germânico pode ter tido a sorte do sorteio. Nos oitavos de final foi emparelhado com os belgas do Gent e superou o obstáculo vencendo em ambas as mãos: 2-3 fora e 1-0 na Wolkswagen Arena. Mas nenhum conjunto chega aos quartos de final da competição de elite europeia escapando entre os pingos da chuva. Tem que haver muito mérito e Dieter Hecking tem bons jogadores à sua disposição.

O Wolfsburg não vence desde a segunda mão da eliminatória europeia anterior. Somou duas derrotas – com o TSF Hoffenheim (1-0) e o Bayer Leverkusen (3-0) – a última das quais na sexta-feira passada – em um empate em casa com o Darmstadt (1-1). O treinador alemão não pode contar com Sebastian Jung, Paul Seguin e Naldo, lesionados. O avançado Das Bost está na fase final da sua recuperação e é apontada a visita a Madrid como data provável do seu regresso à competição.

Onze Provável: Benaglio – Trash, Knoche, Dante, Ricardo Rodríguez – Luiz Gustavo, Guilavogui – Vieirinha, Draxler, Schurrle – Kruse.

Liga dos CampeõesZinedine Zidane só deixou Raphael Varane em Madrid. Os restantes elementos do plantel merengue seguiram para a Alemanha. Não há nada como uma vitória sobre o grande rival, sobretudo depois de uma derrota humilhante cedo na temporada. Se for no terreno dos ditos cujos, é ouro sobre azul. É preciso reconhecer que poucos davam crédito à possibilidade do Real Madrid ir ao Camp Nou derrotar o Barcelona, dado o que vimos as duas equipas fazer ao longo da época. Mas foi exatamente isso que os Blancos conseguiram no sábado.

O clube madrileno até entrou algo contido em campo – há quem diga receoso – mas a estratégia de não permitir que os catalães se adiantassem cedo no marcador e se sentissem confortáveis para golear funcionou. Pelo menos até ao início da segunda parte, quando Gerard Piqué aproveitou um erro de Pepe para bater Keylor Navas. Mas durou pouco a festa. Seis minutos mais tarde Karim Benzema reestabelecia a igualdade e a partida voltava à estaca zero. Bem, não exatamente. Do ponto de vista físico o Barcelona parecia ter perdido fôlego e os Merengues, pelo contrário, continuavam frescos. A cinco minutos dos noventa Cristiano Ronaldo deu expressão à superioridade do Real Madrid, marcando o golo da vitória. Por essa altura já os Blancos estavam em inferioridade numérica, com a expulsão, devido a segundo amarelo de Sergio Ramos. Outro elemento em destaque neste Real Madrid mais consistente e solidário é Casemiro. O médio tem sido determinante para dar equilíbrio ao meio-campo dos Merengues. Com ele em campo beneficiam os centrais – que ficam menos expostos – mas também Kroos e Modric ganham outra liberdade. Isco e James Rodríguez são os prejudicados por este entrosamento feliz.

O Real continua no terceiro lugar da Liga Espanhola, mas encurtou a distância para os da frente: um para o Atlético e sete para o Barça. Agora a euforia tem que esfriar para que o clube madrileno se possa concentrar na Liga dos Campeões. Subestimar o Wolfsburg será meio caminho andado para por em risco a passagem à semifinal da prova europeia.

Serio Ramos e Casemiro estão ambos em risco de ficar um jogo de fora se virem mais algum amarelo. Dependendo como a partida esteja a correr é possível que tanto um como o outro forcem o amarelo para poderem cumprir o castigo na segunda mão e estarem disponíveis para a hipotética meia-final. No caso do central nem costuma ser preciso forçar muito.

Onze Provável: Navas – Carvajal, Ramos, Pepe, Marcelo – Kroos, Casemiro, Modric – Bale, Benzema, Ronaldo.

Este será o primeiro confronto entre os dois emblemas.

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Wolfsburg
  • País: Alemanha
  • Estádio: Volkswagen Arena
  • Cidade: Wolfsburg
  • Fundação: 1945

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Real Madrid
  • País: Espanha
  • Estádio: Santiago Bernabéu
  • Cidade: Madrid
  • Fundação: 1902

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Justa Barbosa
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