Michel Platini foi um grande jogador.

Como dirigente, tem dias. Mas por agora, o autoritarismo parece ser a sua imagem de marca.

Depois de Franck Ribéry, jogador francês com 31 anos de idade, que falhou o Campeonato do Mundo do Brasil por lesão, ter decidido renunciar à Selecção de França e concentrar os seus esforços na equipa que lhe paga o salário, o Bayern Munique, o presidente de UEFA, Michel Platini, extravasando os seus poderes, veio gritar para a comunicação social que Ribéry era francês, que o Europeu de 2016 seria realizado em França e se o seleccionador Deschamps decidir chamá-lo, o jogador só tem mais que obedecer e ir representar o seu país.

Mas foi mais longe, Platini. O presidente da UEFA disse que se Franck Ribéry não desistisse da ideia de renunciar à selecção gaulesa, nas vésperas da fase final do Europeu, e se não comparecesse a uma convocatória, poderia sofrer uma eventual suspensão por parte do organismo que tutela o futebol na Europa.

Ora, quem veio em defesa do extremo francês, foi o director-geral do Bayern Munique, Karl-Heinz Rummenigge, que garantiu que tudo estava em ordem e de acordo com a FIFA. Isto foi proferido depois de, numa entrevista ao jornal alemão Bild, Michel Platini ter afirmado que o jogador francês não podia decidir unilateralmente sobre a sua ida à Selecção de França.

Franck Ribéry

Franck Ribéry decidiu afastar-se da Selecção de França

Com laivos de autoritarismo, Michel Platini afirmou que “se Deschamps o convocar [Ribéry], tem de juntar-se à selecção, está nos regulamentos da FIFA. Caso se negue, será suspenso por três jogos no Bayern. Ele é francês. O Europeu é em França, não na Polónia. Tem de querer jogar.” E assim estalou uma guerra que estará para durar, entre Michel Platini e Franck Ribéry e entre Karl-Heinz Rummenigge e Michel Platini.

Aliás, o dirigente alemão deu o exemplo de Philipp Lahm, que também decidiu por termo à sua carreira na selecção, e que conversou com o seleccionador Joachim Löw, explicando as suas razões, o mesmo que terá feito Franck Ribéry, que, segundo Rummenigge, terá falado com Didier Deschamps e explicado o porquê de se afastar da selecção tricolor.

Também outros dirigentes da Bundesliga se solidarizaram com Ribéry, chegando mesmo, Michael Schade, director-geral do Bayer Leverkusen a afirmar que, na Europa não se vive uma ditadura, e que o representar, ou não, o seu país, é um direito que assiste a cada um dos europeus.

Boas Apostas!