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  • 11 dezembro
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Toronto FC – Seattle Sounders (MLS)

Na primeira final da MLS Cup que se disputa fora do território dos Estados Unidos da América, com a equipa do Toronto FC a conquistar a vantagem de jogar o encontro decisivo no seu BMO Field, um dos temas prévios a analisar será a questão meteorológica, com previsões de queda de neve para o horário do jogo. Será um condimento especial para um espetáculo que, quer para os jogadores de Toronto, quer para os de Seattle, não será propriamente uma surpresa ou um facto pouco habitual. Porque, na verdade, poucos esperam que o jogo possa ser frio, bem pelo contrário, espera-se que o calor da emoção motive os dois conjuntos e os transforme positivamente perante a possibilidade de levarem o primeiro título para as suas equipas.

Há quem diga que Toronto FC nasceu para ser grande. Pelo menos, sempre foi esse o molde mental em que as sucessivas equipas deste emblema se comportaram. O problema é que durante anos esta mentalidade lhes criou mais problemas do que vantagens. A equipa de Toronto demorou muito tempo a entender que capacidade de investimento e apostas em treinadores e atletas chegados da Europa não eram uma resposta imediata para problemas desportivos. É curioso entender, no entanto, que como o diretor geral da equipa, Tim Bezbatchenko, reconhece, os erros do passado permitiram a construção do sucesso atual. A chegada de Sebastian Giovinco acaba por ser central na evolução do conjunto, associado a jogadores como Michael Bradley e Jozy Altidore. 2015 foi o ano de estreia nos playoffs, enquanto 2016 os traz até ao jogo da final. Greg Vanney é um treinador que tem crescido bastante nestas duas temporadas. Reorganizando a equipa defensivamente, oferecendo um papel mais central à Michael Bradley, potenciando o espaço de afirmação de Giovinco e Altidore, confirmado como um ponta-de-lança temível. Perante esta espinha dorsal, que fechou a fase regular em terceiro lugar da Conferência Este, a equipa pode dizer-se favorita neste encontro, até porque joga em casa. A forma como as suas peças mais criativas vão encontrar liberdade no relvado do BMO Field será uma larga parte da resposta.

Onze Provável: Irwin – Zavaleta, Moor, Hagglund – Beitashour, Cooper, Bradley, Johnson, Morrow – Giovinco, Altidore.

mls-cupPara os Seattle Sounders, ter sucesso sempre fez parte do início do dicionário. Em nenhuma das edições da MLS, desde que a equipa entrou na competição, se sentiu a falta deste clube nos playoffs, conseguindo presenças ora nas meias-finais, ora nas finais da Conferência Oeste. Inserida numa região onde o futebol é uma modalidade bastante popular, tem repartido com Vancouver (a norte da fronteira) e Portland, a capacidade de fazer crescer referência no campeonato. Seattle é também a sede do estádio que mais gente leva a ver a MLS, com uma média de espetadores a superar os 40 mil, tornando-o mesmo uma referência a nível mundial. Faltou, sempre, a Seattle, conseguir atingir o jogo decisivo, a final, algo que também nunca chegou a acontecer na anterior versão do clube, que atuou na “velha” NASL. Essa oportunidade surgiu em 2016, no ano que terá começado pior para o clube. Sigi Schmid, uma das referências entre os treinadores dos Estados Unidos, foi demitido no final de julho e, com a equipa em 9º lugar da Conferência, poucos arriscariam pôr o seu dinheiro numa presença nesta final. Brian Schmetzer foi promovido (antigo adjunto, com larga carreira associado ao clube) e chegou Nicolas Lodeiro, um reforço que era muito esperado, e as coisas começaram a mudar. Uma alteração que passou pelo lado tático, mas se operou, sobretudo, a nível mental. Um crescimento que veio ainda a beneficiar da recuperação do defesa-central Roman Torres, mas também foi afetada pelos problemas cardíacos de Clint Dempsey, que falhou a reta final da temporada. Depois de fechado o 4º lugar da temporada regular, pudemos perceber que a melhoria dos Seattle não se operava apenas em termos ofensivos, também podia ser uma equipa capaz de mostrar qualidades defensivas, como o fez em Colorado, para garantir a presença neste jogo. Conter Giovinco e apostar forte nos rasgos e penetrações de Jordan Morris poderão ser a resposta para conquistar o título.

Onze Provável: Frei – Mears, Torres, Marshall, Jones – Alonso, Roldán – Morris, Friberg, Lodeiro – Valdez.

Os Toronto FC não têm grande experiência de vitórias perante os Seattle Sounders, tendo, ao longo dos anos, apenas ganho dois jogos frente a este adversário, em 2010 e em 2014. Esta temporada, encontraram-se apenas uma vez, em Toronto, num jogo que terminou empatado a um golo, com Jordan Hamilton a marcar para os canadianos e Jordan Morris a responder para os Sounders.

Uma final é sempre um jogo incerto e de previsão muito complicada. A jogar em casa, a equipa de Toronto terá determinadas responsabilidades, mas nem um nem outro conjunto deverão apresentar grandes intenções ofensivas, pelo menos na primeira parte. Ultrapassada uma fase de entendimento do impacto da ansiedade no jogo, ambos os conjuntos beneficiam de grandes jogadores que podem decidir o jogo. Aqueles que melhor souberem conter o adversário deverão ter a vantagem para chegar ao título.

Prognóstico Odd Casa Erro
Mais de 2.5 golos 1.83 Betrally
Toronto FC
Toronto FC
  • País: Canadá
  • Estádio: BMO Field
  • Cidade: Toronto
  • Fundação: 2006

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Seattle Sounders
Seattle Sounders
  • País: Estados Unidos
  • Estádio: CenturyLink Field
  • Cidade:
  • Fundação:

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Luís Cristóvão
Luís Cristóvão
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