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  • 14 abril
  • 11:00
  • Dhoze

Tommy Robredo – Andreas Seppi (ATP Masters Monte Carlo)

Se Robredo estiver bem tem todas as condições para se impor naquela que é a sua superfície preferida. Mas se a condição física não lhe permitir meter essa quinta velocidade Seppi pode obrigá-lo a um longo e desgastante duelo.

Tommy Robredo é um dos oito espanhóis a figurar no quadro principal do Monte Carlo Rolex Masters. O vigésimo tenista mais cotado do circuito conta doze títulos de carreira em singulares e apenas um foi conquistado fora da terra batida. Nas três últimas participações no torneio monegasco – 2010, 2011, 2014 – chegou sempre aos oitavos de final, e por aí se ficou. Na edição anterior caiu às mãos de Milos Raonic (6-4, 6-3) e os caprichos do sorteio dizem que o confronto se pode repetir na mesma etapa. Mas até lá há uns quantos obstáculos a ultrapassar, começando pelo italiano Seppi e depois Marcel Granollers ou Adrian Mannarino.

No pico da sua forma Robredo teria que ser considerado favorito neste confronto. Não que exista uma distância substancial entre os dois tenistas no que ao ranking ATP diz respeito mas porque o jogo do espanhol ganha ímpeto na terra batida. Mas a verdade é que por aquilo que se viu, desde o início da temporada, é que as limitações físicas, mais ou menos impeditivas, não o largam. Foi obrigado a abandonar o Open da Austrália, na primeira ronda, logo no primeiro set que o opôs a Edouard Roger-Vasselin, com uma lesão nos adutores. Aos trinta e dois anos o corpo precisa de tempo para se restabelecer de problemas destes e o certo é que Tommy Robredo jogou apenas dez partidas nestes primeiros três meses e meio que leva a temporada. O saldo é, inclusive, negativo, com seis derrotas e apenas quatro triunfos. Em Indian Wells foi presa fácil para Raonic (6-3, 6-2) e em Miami caiu à primeira, não resistindo a Alexandr Dolgopolov (6-7, 6-3, 7-5).

monte_carlo_300Para já, o ponto alto da temporada para Andreas Seppi foi a vitória sobre Roger Federer no Open da Austrália (6-4, 7-6, 4-6, 7-6). Resistiu só mais uma ronda em Melbourne – perdeu para Nick Kyrgios na negra (5-7, 4-6, 6-3, 7-6, 8-6) – e desde então não conseguiu manter o nível. Foi finalista vencido em Zagreb, uma prova de categoria ATP 250, perdendo o troféu para Guillermo Garcia-López (7-6, 6-3). Em defesa do italiano, os sorteios não foram favoráveis e derrotas diante de Tomas Berdych – em Doha e Roterdão – Richard Gasquet – no Dubai – e Federer – em Indian Wells – não são vergonha nenhuma.

À semelhança do seu próximo adversário, Seppi alia a resistência física a uma boa cabeça, o que, normalmente, faz dele um tenista muito consistente. Uma sucessão de vitórias, agora que chegou a uma superfície em que gosta particularmente de jogar, pode ser o empurrão ideal para um belíssimo resto de 2015.

Este será o décimo confronto entre Robredo e Seppi. O espanhol leva vantagem, com seis vitórias para apenas três do italiano. Significativo é o facto de Tommy se ser superiorizado nos três mais recentes. Mas se considerar-mos apenas os disputados em terra batida temos um equilíbrio, com dois triunfos para cada lado.

2014 Beijing Robredo 2   3 7 6     1R
Seppi 1 6 6 2    
2014 Shenzhen Robredo 2 6 6 6     QF
Seppi 1 4 7 3    
2013 Umag Robredo 2   6 2 6     MF
Seppi 1 3 6 4
2013 Oeiras Seppi 2 6 6       QF
Robredo 0 4 3

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tommy robredo
Tommy Robredo
  • País: Espanha
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Andreas Seppi
Andreas Seppi
  • País: Itália
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Justa Barbosa
Justa Barbosa
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