857 dias após a hecatombe frente à Alemanha na meia-final do Mundial 2014, a seleção brasileira volta a pisar o relvado do Mineirão. À procura da redenção diante do público de Belo Horizonte, a “Canarinha” mede forças com a Argentina e nada melhor que uma vitória frente à rival de sempre para consegui-lo. Tite, técnico que está a realizar um bom trabalho à frente da seleção brasileira, disputa um “superclássico” pela primeira vez, situação que é transversal a Edgardo Bauza. Os dois treinadores que iniciaram o ano civil de 2016 no comando dos Paulistas Corinthians e São Paulo voltam a estar frente a frente depois de se terem defrontado no Estadual, em fevereiro.

Foto: "Getty Images"

Foto: “Getty Images”

Na conferência de imprensa de antevisão à partida, Edgardo Bauza, treinador que já defrontou Tite três vezes (duas no San Lorenzo e uma no São Paulo) e nunca conseguiu vencer, deixou elogios ao trabalho do técnico brasileiro, sobretudo a nível defensivo. “Patón”, como é conhecido desde os tempos de jogador no Rosario Central, não escondeu a estratégia e deu a conhecer a equipa que levará a jogo. A guarda das redes estará a cargo de Sergio Romero, enquanto Zabaleta, Otamendi, Funes Mori e Emmanuel Más constituirão o quarteto defensivo. No meio-campo, Javier Mascherano e Lucas Biglia deverão ser os médios de contenção, conferindo maior liberdade a Enzo Pérez e Ángel Di María. A ideia passa por fazer com que Leo Messi pegue no jogo a partir de trás, apoiando o furtivo Gonzalo Higuaín.

Tite também abdicou de guardar a estratégia numa caixa de pandora e abriu o jogo, até porque não deverá promover grandes alterações na equipa em relação ao que tem apresentado habitualmente. Os bons resultados que colocaram a seleção brasileira no primeiro lugar do grupo de apuramento da CONMEBOL indiciam que a aposta tem resultado e é nessa premissa que Tite se baseia para voltar a confiar num onze que tem dado garantias. Alison deverá ser o dono da baliza, enquanto Daniel Alves, Marquinhos, Mirando e Marcelo serão os homens do setor mais recuado. Fernandinho, Renato Augusto e Paulinho surgem no setor intermediário, com a frente de ataque entregue à criatividade e ousadia da juventude. Neymar quer levar a melhor no duelo com Messi, colega de tantas horas de sucesso com a camisola “blaugrana”. Philippe Coutinho, jogador que vive uma grande fase no Liverpool de Klopp e se tem afirmado em definitivo também deverá ser titular, deixando o espaço central ao “menino” Gabriel Jesus, a pérola palmeirense que não passou em claro aos olhos de Pep Guardiola. Com quatro vitórias em outras tantos jogos, 12 golos marcados e apenas um sofrido sob as ordens de Tite, o Brasil quer manter a liderança do grupo de qualificação da CONMEBOL.

De olhos postos na liderança

Uruguai

Foto: “F. Ponzetto”

O Uruguai recebe o Equador no estádio Centenário, em Montevidéu, mas a capital uruguaia repartirá atenções entre o jogo da sua seleção e o “superclássico” do Mineirão. Os “charrúa”, 100 por cento vitoriosos em casa e sem nenhum golo sofrido perante os seus adeptos, anseiam por um deslize brasileiro para poderem reassumir a liderança do grupo da CONMEBOL caso consigam derrotar a congénere equatoriana, seleção que deixou a desejar nas últimas deslocações que efetuou. Para agravar a situação da equipa equatoriana, Antonio Valencia, Jefferson Montero, Pedro Quiñonez, Matías Oyola, Ángel Mena (lesionados), Enner Valencia, Luis Caicedo, Leonel Ramírez e Arturo Mina (suspensos) são baixas confirmadas para o técnico Guilherme Quinteros. Face à preponderância de alguns dos elementos que estão indisponíveis, as hipóteses de o Equador conseguir alcançar algo positivo no estádio Centenário diminuem exponencialmente.

A cidade de Barranquilla, na Colômbia, acolhe o outro embate do grupo de qualificação da CONMEBOL entre seleções que estão em zona de apuramento. Os “Cafeteros” estão na quarta posição com 17 pontos – mais um que o Chile – e uma vitória frente ao bicampeão sul-americano permitiria alcançar uma vantagem muito importante nesta fase do apuramento, tal como admitiu o seleccionador José Perkerman na antevisão ao jogo. Para tal, a equipa colombiana terá que regressar aos triunfos caseiros, isto depois de ter empatado frente ao Uruguai (2-2) na última ronda. Juan Cuadrado está castigado é a principal baixa numa seleção colombiana que conta com o regresso de Falcao, enquanto a formação chilena não poderá usufruir dos préstimos do lesionado Alexis Sánchez.

Boas apostas!