Terceira jornada sem surpresas em Inglaterra. Os favoritos ao título – Chelsea, United e City – venceram os respetivos encontros, com maior ou menor dificuldade. O Leicester finalmente conseguiu a primeira vitória mas perdeu Schmeichel por lesão. O Hull aguentou com bravura o mais que pode mas acabou por ceder já em tempo de descontos. Ninguém precisa tanto desta pausa para seleções. Marcus Rashford e Raheem Sterling marcaram os golos da vitória para as respetivas equipas e voltaram à ribalta.

Pausa bem-vinda para os Tigers

O Hull City aguentou o mais que pode na receção ao Manchester United. Usando as armas que tem a equipa de Mike Phelan mostrou uma extraordinária capacidade de resiliência. Na convocatória dispunha apenas de treze jogares seniores e cada vez que um homem dos Tigers ia ao chão no KC Stadium o técnico engolia em seco no banco. Robert Snodgrass resolveu atacar o poste da baliza de David de Gea e o poste levou a melhor, como acontece sempre. O médio ainda tentou continuar em jogo mas no início do segundo tempo ficou evidente que não tinha condições. Aparentemente, ficou apenas bastante dorido mas não há lesão séria e o escocês espera que tal não o impeça de dar o seu contributo nos amigáveis que a Escócia tem agendados.

Ninguém como Mike Phelan precisa desta interrupção para os trabalhos de seleções. Será um tempo precioso para recuperar alguns dos lesionados e tentar, em cima do fecho de mercado, arranjar alguns reforços. As exibições e a força demonstrada pelo grupo há de ajudar a convencer quem pudesse estar mais resistente a uma mundaç para Hull.

Cuidado com este miúdo

É importante que Rashford tenha o acompanhamento e exemplos dos mais velhos para crescer.

É importante que Rashford tenha o exemplo e acompanhamento dos mais velhos para crescer.

Os Tigers obrigaram o United a dar tudo para manter o registo com por cento vitorioso. O plano A não estava a surtir efeito e José Mourinho teve que mudar de estratégia, utilizando o banco. Henrikh Mkhitaryan entrou aos sessenta para render Martial e dez minutos mais tarde o treinador português fez entrar Marcus Rashford, por troca com Mata. Naquele momento muitos foram os que acharam que devia ter sido Rooney a sair, pelo pouco que estava a render em campo. Mas acabaria por ser o capitão inglês a fazer o excelente trabalho que levou à assistência para o golo com que Rashford deu o triunfo aos Red Devils.

Ter perdido espaço no onze inicial, com a chegada de Ibrahimovic, e ter ficado fora da convocatória de Sam Allardyce para a seleção principal de Inglaterra podiam ter afetado Marcus Rashford. Mas o adolescente não se deixou desmoralizar. À primeira oportunidade voltou a fazer a diferença. Mourinho e Rooney já disseram que estão a ajudar o jovem avançado a crescer, e que é importante que ele perceba que com a qualidade que tem as coisas vão acabar por acontecer com naturalidade. Não há a necessidade de apressar e sobretudo tem que haver cuidado para não se queimar o jogador. Aos dezoito anos é muito fácil embarcar nas euforias e também cair vítima dos desânimos. Com a orientação de Mourinho e os exemplos de Rooney e Ibrahimovic Rashford tem tudo para se tornar um dos grandes avançados do futebol mundial.

A diferença que um treinador faz

O extremo inglês fez dois golos e três assistências nos quatro jogos em que foi utilizado.

O extremo inglês fez dois golos e três assistências nos quatro jogos em que foi utilizado.

Continuando na rubrica “não é fácil ser jovem na Premier League” retomamos Raheem Sterling. No verão passado ele foi uma das contratações sensação do Manchester City, depois de uma temporada entusiasmante no Liverpool. Mas as exibições do extremo inglês não estiveram à altura do preço que os Citizens pagaram por ele. Com a mudança de treinador e sobretudo a contratação de Leroy Sané especulou-se que o futuro podia ser negro para o jovem inglês. Mas desde o primeiro momento ele manifestou vontade em ficar para trabalhar com Guardiola. A experiência está a resultar, para agrado de todas as partes. Utilizado em quatro jogos oficiais, marcou dois golos e fez três assistências. Sterling atribuiu o mérito ao treinador. Reconheceu que tira particular benefício de indicações individualizas nos treinos, coisa que já Brendan Rodgers tinha feito com ele em Anfield. Guardiola gosta de explicar aos seus jogadores a importância de determinado posicionamento, o que pretende com uma determinada ação, e, ao contrário de Ribéry, Sterling aprecia e rende mais com isso. Fora de brincadeiras, às vezes quase perdemos de vista que apesar do dinheiro que ganham e da visibilidade que têm, muitos destes jogadores pouco mais são que adolescentes. Estão em formação e é importante saber ajudá-los a evoluir.

A Premier League fecha para intervalo. Regressa a 10 de setembro com um apetecível United vs City a abrir a jornada.

Boas Apostas!