A adversária ideal para conquistar uma vitória determinante. Para a Rússia, anfitriã deste Mundial 2018, o primeiro jogo era aquele que se revestia de maior importância. Muito criticada nos últimos meses em função de prestações negativas e opções questionáveis do seleccionador Stanislav Cherchesov, a seleção russa precisava de entrar de forma categórica para “sacudir” a pressão e reconquistar o seu povo. Fê-lo na perfeição.

Foto. "Matthias Schrader/AP Photo"

Foto. “Matthias Schrader/AP Photo”

As diferenças entre as seleções da Rússia e da Arábia Saudita ficaram em evidência desde os primeiros instantes da partida. A equipa russa apresentou-se num desenho tático diferente daquele que tinha utilizado durante praticamente toda a etapa de apuramento e deu-se bem diante de uma equipa com debilidades graves para jogar ao mais alto nível. A estratégia funcionou em termos coletivos e ainda houve espaço para grandes exibições de Golovin e Cheryshev em termos individuais, pese embora a saída de Alan Dzagoev por lesão.

A goleada por cinco bolas a zero foi a tradução daquilo que se passou dentro de campo. A Rússia não precisou de dar um grande espetáculo mas fez o suficiente para marcar cinco golos sem sofrer grandes ameaças. Apesar da influência positiva que esta vitória surtiu, aumentando os índices de confiança da equipa, a verdade é que, do ponto de vista desportivo, não deverá ter tanta influência quanto isso uma vez que Egito e Uruguai também deverão conseguir bater os sauditas.

Egito, o adversário que se segue

Uma vitória nesta segunda ronda, frente à seleção do Egito, permitirá à Rússia seguir em frente na competição. Os “faraós” foram incapazes de vencer na sua estreia neste campeonato do mundo e jogarão o “tudo ou nada” frente à anfitriã, mas já poderão contar com os préstimos de Mohamed Salah. A nível defensivo, não há termo de comparação possível entre Arábia Saudita e Egito. A seleção russa não terá as facilidades das quais beneficiou no jogo inaugural, contra a Arábia Saudita. Não será fácil criar desequilíbrios por forma a ultrapassar o bloco africano que deverá voltar a contar com uma linha de quatro, dois pivots defensivos e flanqueadores solidários em transição e rigorosos em organização defensiva.

A seleção russa possui mais argumentos que a equipa egípcia e quer assegurar a qualificação o quanto antes, sabendo de antemão que na derradeira jornada não terá facilidades no duelo com a principal força do grupo, a seleção uruguaia. Um pretenso desaire neste desafio alteraria todo o cenário, visto que o Egito na última jornada enfrentará a Arábia Saudita.

Boas Apostas!