Os recordes foram feitos para serem alcançados, que o digam os melhores jogadores de sempre. Para alcançarem o estatuto de imortais tiveram de romper com as barreiras existentes na história do futebol.

Falamos de idade e internacionalizações, mas o que mais se destaca são os golos apontados por estes relvados fora. Nos tempos modernos, Messi e Ronaldo têm destronado os antigos detentores de recordes no que toca a golos marcados.

O craque argentino alcançou recentemente Raúl González, antigo avançado espanhol que ganhou notoriedade no Real Madrid, como melhor marcador de sempre da Liga dos Campeões. Com 71 golos, Messi iguala Raúl e soma mais um tento que Cristiano Ronaldo.

O astro merengue teve a sua oportunidade de atingir uma nova marca histórica pela selecção. O capitão de Portugal tornou-se o melhor marcador de Europeus quando marcou o golo da vitória frente à Arménia. Com 23 golos em fases de qualificação e fases finais, Ronaldo ultrapassou o dinamarquês John Dahl Tomasson e o turco Hakan Sukur, ambos com 22 golos na competição. Tomasson foi um avançado de carreira internacional, chegando a estar perto de assinar pelo Benfica. Com 52 golos em 112 internacionalizações, é uma das principais referências da Dinamarca. O mesmo se sucede com Sukur. O avançado turco fez grande parte do seu percurso em casa mas mesmo assim foi suficiente para apontar 51 golos em 112 jogos pela selecção.

Dos 23 golos que Ronaldo já soma, 17 foram apontados em 23 jogos disputados em fases de qualificação, sendo que os restantes 6 foram em 14 jogos de fases finais.

Selecções

Actualmente, são vários os recordes internacionais que estão em vias de serem batidos.

Comecemos pela Colômbia, onde Radamel Falcao está apenas a 4 golos do histórico Arnoldo Iguarán. O avançado ex-portista, já leva 21 golos, perto dos 25 apontados por Iguarán entre 1979 e 1991. Um jogador que nunca experimentou outro campeonato para além do colombiano.

No México, Jared Borgetti, retirado em 2010, detém a marca histórica de 46 golos em 89 jogos. Mais 8 que Chicharito Hernández. Os seus 38 golos ameaçam o recorde de um avançado que também protagonizou os seus melhores momentos em solo nacional.

Pelé é uma das maiores referências do futebol Mundial. O Rei do Brasil, fez abanar as redes em 78 ocasiões com a camisola canarinha. Hoje o protagonismo recai sobre Neymar. O jogador do Barcelona é apontado por muitos como o sucessor de Pelé, levando até ao momento 42 golos. Longe ainda dos 78 de Pelé.

Teófilo Cubillas

Quarenta anos depois de brilhar no FC Porto, Teófillo Cubillas é, ainda, o melhor marcador da Selecção do Perú com 29 golos marcados

Teófilo Cubillas, antigo avançado do Porto, encontra-se entre os melhores jogadores de sempre. Em 1972 foi eleito o melhor jogador da América do Sul, relegando Pelé para segundo plano. Com 29 golos marcados, Cubillas possui o recorde de artilheiro peruano. Logo atrás, surge Claudio Pizarro, com 19 golos.

No Chile, Alexis Sánchez já conta com 25 golos, menos 12 que Marcelo Salas, avançado com passagens notórias no River Plate, Lazio e Juventus.

Messi também figura na lista de potenciais recordistas internacionais. Os adeptos argentinos já gritaram golo do avançado do Barcelona por 45 vezes, menos 9 do que fizeram com Gabriel Batistuta.

Viajando através do Oceano Atlântico, rumo à Europa, chegamos ao frio e gelo característico da Islândia. Kolbeinn Sigthorsson, avançado de 24 anos do Ajax, leva 16 golos pela selecção nórdica, mais 8 que Eidur Gudjohnsen.

O galáctico Gareth Bale soma, com o País de Gales, 14 golos, metade do mítico e lendário Ian Rush, estrela do Liverpool no final da década de 80 e início de 90.

No país do pensamento e da filosofia, Theofanis Gekas, com 24 golos, só está a 5 de Nikos Anastopoulos, avançado que representou a Grécia entre 1977 e 1988.

O agora capitão de Inglaterra, Wayne Rooney, chegou recentemente aos 44 golos, ficando a faltar cinco para alcançar Bobby Charlton. Um dos médios mais completos de sempre, chegando mesmo a marcar por duas vezes a Portugal no Mundial de 1966, o que resultou na vitória de Inglaterra na meia-final por 2-1.

Os recordes são para serem quebrados. Com as barreiras fixadas pela história já trabalhada, cabe agora à vontade individual de triunfar de cada jogar, estabelecer uma nova meta.

Olhando para estes dados, constatamos o óbvio. Neles figuram, maioritariamente, avançados, o que corresponde na sua plenitude à ideia que os avançados não vivem sem os golos. Um remate certeiro costuma ser o melhor amigo dos avançados solidários que na frente lutam sozinhos por um lugar na galeria dos melhores de sempre.

Boas Apostas!