Quatro jornadas disputadas na Premier League e apenas uma vitória. José Mourinho tem poucas razões para sorrir enquanto vê o Chelsea perder para o seu rival Manchester City uma margem de pontos que poderá acabar por deixar os Blues demasiado longe do seu principal objetivo.

O Chelsea começou por empatar em casa na jornada inaugural da Premier League frente ao Swansea City, seguindo-se uma derrota frente ao Manchester City, no primeiro jogo grande da temporada. A ressaca da goleada sofrida (0-3) no Etihad Stadium foi curada com a primeira vitória em jogos oficiais, no terreno do West Bromwich Albion, mas nova derrota, agora em casa, perante o Crystal Palace, deixa Mourinho sem motivos para ser happy.

Não é falta de opções

Jose Mourinho Chelsea

José Mourinho em contra-relógio para resolver problemas

Sendo óbvio que José Mourinho tem clamado por ter mais opções – e com o mercado da Premier League a fechar dentro de horas poderá ainda ter algum nome pronto a chegar para fortalecer o seu plantel – a verdade é que os problemas não passam, neste momento, por ter mais jogadores. A baliza está mais do que segura com Courtois e a linha defensiva mantém os nomes que têm já anos de casa, com Cahill, Ivanovic e John Terry a liderarem o corredor central. Poderá assumir-se que, em termos de centrais, a equipa poderia ter mais nível, mas a experiência tem falado mais alto.

No meio-campo defensiva, Matic acaba por ser pau para toda a obra, sendo que o nome de Pogba chegou a ecoar como figura para aparecer no capítulo das contratações. Sem o francês, vai faltando intensidade a partir da linha recuada da intermediária, já que a qualidade de passe de Fàbregas perde-se no confronto com jogadores mais possantes e Ramires nunca foi visto como uma verdadeira opção para estes terrenos.

Falcao Chelsea

Um golo de Falcao não chegou para pontuar com o Crystal Palace

Em termos criativos, Pedro vem oferecer mais rasgo à equipa, que depende sobretudo do talento de Hazard e da dedicação de Óscar e Willian. Talvez os dois brasileiros sejam curtos para as necessidades da equipa no último terço do terreno. Talvez a chegada do catalão ofereça espaço nas faixas laterais que a equipa não estava a ser capaz de encontrar. Mas o facto de Mourinho procurar, acima de tudo, jogadores que “comprem” o seu estilo de jogo e dedicação, já tem feito com que vários nomes praticamente se autoexcluam das opções. Foi assim, agora, com Cuadrado, como já tinha sido com De Bruyne – que nos Citizens poderá ser uma espécie de fantasma, caso demonstre todo o seu potencial em campo.

Na frente de ataque, Diego Costa é assumidamente pouco para a forma como o Chelsea joga. O avançado naturalizado espanhol oferece luta e resistência, sempre muito brigão na frente do ataque, mas alimenta pouco as ligações com os médios da equipa. Falcao voltou aos golos esta semana e está em reaprendizagem de confiança. Poderá acabar por ser uma solução mais produtiva para a equipa, em termos de produção ofensiva, mas apenas e só se recuperar o seu cariz finalizador.

Os outros estão melhores

Por aquilo que se viu nestas jornadas inaugurais, o Chelsea acaba por pagar o preço de ter um calendário onde já defrontou equipas que estão, claramente, melhor do que o ano passado. Já tinha sido assim frente ao Swansea, que esta semana voltou a fazer vítimas na Premier ao bater o Manchester United, enquanto o Crystal Palace de Alan Pardew será um dos grandes candidatos a subir lugares na tabela classificativa para acabar entre os dez primeiros. Uma semana de pausa competitiva e o regresso marcado para Liverpool, onde defrontará o Everton, é o que tem José Mourinho para começar a resolver os seus “problemas”.