A Liga dos Campeões começa a jogar-se, a sério, esta terceira, com o início da fase de grupos. São trinta e duas equipas que disputam a competição máxima da UEFA, com o Real Madrid a defender o título conquistado, no ano passado, em Lisboa. A final deste ano disputar-se-á no Olímpico de Berlim, aumentando assim a expetativa dos clubes germânicos que desejarão jogar a partida decisiva em solo pátrio.

Neste primeiro artigo, analisamos o que se poderá passar nos quatro grupos que iniciam a competição esta terça-feira.

Grupo A

O Atlético de Madrid alcançou a final na temporada passada e já demonstrou, neste início de temporada, ter todas as condições para voltar a estar ao mais alto nível. O campeão espanhol modificou algumas das suas peças, mas tem em Diego Simeone a garantia de que tudo continuará a ser como dantes. No Grupo A terá como principal adversário a Juventus, que mantendo o domínio na Série A italiana, procura espaço para atingir uma fase mais adiantada da Liga dos Campeões. Missão complicada, ainda assim, para um futebol italiano que foi ultrapassado em termos de competitividade financeira. Os gregos do Olympiacos tentarão aproveitar as ocasionais fragilidades dos italianos nesta prova para sonhar com um segundo lugar. De qualquer maneira, são muito superiores aos suecos do Malmo, que estarão nesta fase de grupos para aproveitar o convívio com os grandes e somar um ou outro ponto, não mais do que isso.

Grupo B

cristiano_ronaldo

Mais um ano de conquistas?

Real Madrid e Liverpool são dois gigantes a viver uma pequena crise de início de temporada. O detentor da Liga dos Campeões viu sair Diego Lopez, Xabi Alonso e Di Maria, tudo em nome de uma mudança para melhor, restituindo-se a titularidade de Casillas e a chegada dos reforços Kroos e James Rodríguez. No entanto, a equipa parece ter perdido alguma solidez e, desde o início da temporada, só conseguiu vencer frente ao Córdoba. Carlo Ancelotti faz o que pode, perante as decisões do Presidente do clube. Já o Liverpool encara aquele que é um percurso habitual na Premier League, onde o equilíbrio castiga qualquer equipa que não esteja a 100%. Com a saída de Suárez e a lesão de Sturridge, os Reds sofrem para marcar, mas serão, com certeza, a equipa que vai lutar pelo primeiro lugar deste grupo com os Merengues. A correr pelo terceiro lugar, o Basel, da Suíça, não pode ser ignorado, porque já no passado conseguiu surpreender gigantes. O Ludogorets, campeão búlgaro, tentará na Liga dos Campeões cumprir com as boas indicações dadas na Liga Europa do ano passado.

Grupo C

Enzo Perez Benfica

Enzo Perez em busca do sucesso

Jorge Jesus tem aqui mais uma oportunidade de brilhar na Liga dos Campeões. O técnico português e o seu Benfica tentarão fazer valer o seu estatuto de cabeça-de-série num Grupo onde existem mais dois fortes candidatos ao apuramento. O mais forte deles é o Zenit de André Vilas-Boas, com um plantel de fazer inveja e um início de Liga Russa avassalador. Se os russos cumprirem com as expetativas, poderão mesmo ser o vencedor do Grupo. O Bayer Leverkusen também entrou bem na Bundesliga, mas é uma equipa que estará um degrau abaixo dos seus outros dois concorrentes. O Benfica não poderá perder a oportunidade de somar vitórias em casa e tentar manter o equilíbrio fora de casa para terminar nos dois primeiros lugares. Este grupo nada tem de fácil, mas dá garantias que, quem passar por ele, tem condições para sonhar. A fechar o grupo, o fragilizado AS Monaco, orientado por Leonardo Jardim, será uma espécie de caixa-mistério para os seus adversários. Tendo perdido os seus melhores jogadores, ainda conta no plantel com diversos nomes de qualidade. Jogará a Liga dos Campeões sem a pressão que sente em França e isso poderá torná-los perigosos.

Grupo D

Arsenal e Borussia Dortmund voltam a encontrar-se num grupo de morte. Os ingleses têm por hábito fazer boas fases de grupos, revelando-se depois incapazes de estar à altura dos jogos de tudo ou nada. O Borussia Dortmund é um conjunto que vai solidificando as alterações que sofreu na última temporada, reforçando também a linha de ataque com jogadores diferentes, no que toca às suas características, de Lewandowski. De qualquer maneira, não restam dúvidas de que são dois conjuntos fortíssimos e óbvios candidatos a terminar nas posições de apuramento. No entanto, o Galatasaray tem sido uma equipa que, algumas vezes quase desapercebida, tem estado no restrito grupo das melhores da Europa. Cesare Prandelli tem a missão de manter o espírito deste conjunto, encontrando as soluções para bater, pelo menos, um dos favoritos. As contas fecham-se com o Anderlecht que não aspirará a mais do que alcançar pontos para preencher a carteira.