Assim começou a Premier League inglesa, para muitos uma competição que tem, este ano, quatro candidatos ao título. No entanto, dois desses candidatos começaram já a perder pontos na jornada inaugural, onde pudemos ver que as equipas bem apetrechadas do meio da tabela terão condições para criar problemas aos mais fortes. Será esta a tendência da temporada ou o fecho do mercado trará mais jogadores que possam balançar o equilíbrio desta jornada?

Para os Blues, ano novo, fragilidades velhas

Courtois Chelsea

Expulsão de Courtois foi machadada nas aspirações dos Blues

O Chelsea começou a Premier League com um empate, numa partida em que José Mourinho optou por apresentar o melhor onze da temporada passada, demonstrando que a continuidade é a grande aposta feita em Stamford Bridge. A equipa até começou a vencer, com golo de Óscar, viu o Swansea empatar e voltou a colocar-se na frente com um autogolo de Fernández. Em tudo se poderia perceber as mesmas forças e fragilidades que a equipa de Mourinho apresentou a temporada passada, sentindo dificuldades sempre que, pela frente, encontra um meio-campo capaz de resistir e continuar a criar mesmo perante a pressão ofensiva dos azuis.

A expulsão de Courtois acabou por limitar as opções do técnico, que se viu a jogar com menos um elemento e a permitir o empate numa grande penalidade quando Begovic nem tinha tido tempo para aquecer. A partir daqui, o técnico tentou mudar um pouco o desenho da sua equipa, lançando Zouma para dar segurança no corredor central e subir os laterais, mas a troca mais ofensiva só apareceu a seis minutos do final, quando Falcao foi chamado. O Chelsea somou apenas um ponto, deixou a descoberto as contradições que o seu estilo de jogo contém – falta intensidade e maior capacidade de decisão no meio-campo ofensivo -, mas não será por isso que se verá menos favorito para atingir o título.

Por falar em maus hábitos

West Ham

Uma equipa londrina fez a festa no Emirates e não foi o Arsenal

Não se pode ser um adepto do Arsenal e acreditar em felicidade continuada. Nem por quinze dias. Depois de entrar a ganhar na Community Shield, o Arsenal viu o seu Emirates Stadium para festejar o que seria o início da luta dos Gunners pelo regresso do título que mais interessa ao adeptos, o do campeonato. Para além dessa expetativa alimentada pelos adeptos, o facto de ter pela frente um rival londrino deixava ainda mais interesse no ar. E o que vimos no Emirates? Nada mais simples. O West Ham a dar um espetáculo de bola.

Tal como André Ayew no Swansea, também Dmitri Payet se estreou da melhor forma com a camisola do West Ham. O Marselha parece ir alimentando a evolução das equipas do meio da tabela da Premier League, que conseguem ter a capacidade financeira para atacar o mercado e fortalecer assim as suas equipas. A defesa do Arsenal não esteve isenta de erros e acabou a permitir que, mesmo depois do primeiro golo dos Hammers, fossem os visitantes a continuar a criar oportunidade para alargar a vantagem. Kouyaté e Zarate foram os autores dos golos, mas a goleada poderia ter ido até mais além. E agora, Arsène?

A festa foi de Manchester

Em resumo desta jornada inicial da Premier League, acabaram por ser as equipas de Manchester a ter direito a festejar. United e City começam assim por dar um passo bem mais sólido na luta pelo título. O United ainda está muito ativo no mercado e diz-se que poderá gastar mais de 100 milhões até ao fim de agosto. A vitória frente ao Tottenham, com autogolo de Walker, pode ter sabido a pouco mas valeu a três pontos. Já o City foi o último a entrar em campo, na segunda à noite, e não sentiu qualquer dificuldade para golear no terreno do frágil West Bromwich. Yaya Touré, por duas vezes, e Kompany foram os autores dos golos.