Esta quinta-feira disputam-se os jogos dos Grupos A e B do apuramento asiático, para a 3ª jornada da fase de qualificação ao Mundial 2018. Nesta 3ª jornada, o Usbequistão e a Austrália, primeiros classificados dos Grupos A e B, enfrentam o Irão e Arábia Saudita, segundos classificados dos respectivos agrupamentos.

Usbequistão – Irão

O Usbequistão é líder do Grupo A com 6 pontos, fruto das vitórias sobre a Síria e Catar, ambas por 1-0. Os Lobos Brancos parecem motivados em fazer história no seu País, já que nunca conseguiram ir além da fase de qualificação a um Mundial. Este conjunto orientado por Samvel Babayan costuma actuar num 4-2-3-1 de modo a reforçar o seu meio-campo e impedir ao máximo que os adversários se aproximem da sua baliza, apontando vários golos em contra-ataque. Desta selecção apenas o médio Odil Ahmedov actua no futebol europeu, ao serviço do Krasnodar. Rashidov e Sergeev são os melhores marcadores da equipa desde que começaram a disputar os jogos de qualificação a este Mundial 2018, tendo apontado 5 golos cada um.

Carlos Queiroz de olhos postos no Mundial 2018.

Carlos Queiroz de olhos postos no Mundial 2018.

Já o Irão é 2º classificado com 4 pontos, os mesmos que a 3ª classificada República da Coreia, fruto de 1 vitória sobre o Catar, e 1 empate contra a China, com parciais de 2 golos marcados e nenhum golo sofrido. Ao contrário deste seu adversário, os iranianos já contam com algumas presenças em Campeonatos do Mundo, tendo participado nos Mundiais de 1978, 1998, 2006 e 2014, embora nunca tenha ido além da Fase de Grupos. Sob os comandos do português Carlos Queiroz, este conjunto também alinha na mesma formação que o Usbequistão, ainda que conte com jogadores com um ritmo competitivo superior por alinharem em equipas europeias, como Mohammadi, do Terek Grozny, Shojaei e Ansarifard do Panionios, Jahanbakhsh, do AZ Alkmaar, e ainda pontas de lança como Ghoochannejhad e Azmoun, do Heerenveen e Rostov, respectivamente.

Num jogo onde o factor casa tem algum peso, não é de subestimar a experiência do treinador português e a qualidade dos avançados iranianos, que têm aqui uma oportunidade de passar para primeiro lugar.

Austrália – Arábia Saudita

A Austrália ocupa o 1º lugar com 6 pontos, fruto de 2 vitórias, sobre o Iraque e Emirados Árabes Unidos, com parciais de 3 golos marcados e nenhum golo sofrido. Os australianos, que desde o início do milénio participaram nos Mundiais de 2006, 2010 e 2014, chegando apenas por uma vez aos oitavos de final, em 2006, estão já no bom caminho para conseguirem outra presença num Campeonato do Mundo. O treinador Ange Postecoglou tem à sua disposição um plantel com jogadores de bom ritmo competitivo e de alguma experiência em competições europeias, como é o caso do capitão Jedinak, do Aston Villa, Tom Rogic, do Celtic, o veterano Tim Cahill agora do Melbourne City, e Robbie Kruse do Bayer Leverkusen. Tim Cahill de 36 anos, é o melhor marcador da história da selecção australiano, com 48 tentos assinalados em 92 jogos disputados.

Mohammed Al Sahlawi, o melhor marcador da actualidade na sua selecção.

Mohammed Al Sahlawi, o melhor marcador da actualidade na sua selecção.

Em 2º lugar e com os mesmos pontos que a Austrália, está esta Arábia Saudita, fruto de vitórias sobre a Tailândia e Iraque, com parciais de 3 golos marcados e 1 golo sofrido. Os Falcões Verdes também contam com algumas presenças em Campeonatos do Mundo, participando nas edições de 1994, 1998, 2002 e 2006, tendo apenas alcançado os oitavos de final uma vez, em 1994. Todos os jogadores desta selecção orientada por Bert van Marwijk actuam todos dentro do mesmo país, tendo a vantagem de serem 11 jogadores vindos do Al-Ahli e outros 11 do Al-Hilal, os jogadores desta selecção conhecem-se bastante bem entre si, sendo a maioria ou colegas de equipa, ou grandes rivais, pelo que conhecem bem o estilo de jogo uns dos outros. Mohammad Al Sahlawi é o melhor marcador da selecção nos jogos de qualificação que fez até aqui, com 13 golos assinalados.

Sem dúvida que será um embate equilibrado, com a experiência europeia dos homens da Austrália a rivalizar com a cumplicidade dos jogadores da Arábia Saudita.

Oportunidade para República da Coreia e Japão

A República da Coreia está em 3º lugar no Grupo com os mesmos pontos que o 2º classificado Irão, e enfrenta nesta 3ª jornada a 5ª classificada Síria. Consciente de que será um embate equilibrado entre os líderes do agrupamento, qualquer resultado será bom para a República da Coreia desde que vença este jogo, já que permitirá que estes cheguem aos lugares de qualificação. Os Tigres da Ásia têm evoluído bem o seu futebol nos últimos anos e contam com bons e experientes jogadores, como é o caso do capitão de equipa e médio defensivo, Sung-Yong Ki, que actua no Swansea City, seguindo-se ainda os extremos Heung-Min Son e Chung-Yong Lee, ao serviço do Tottenham e do Crystal Palace, o médio ofensivo do Augsburg Ja-Cheaol Koo, e os avançados Dong-Won Ji e Hee-Chan Hwang, do Augsburg e do Red Bull Salzburg.

Kagawa e Okazaki ao serviço do Japão.

Kagawa e Okazaki ao serviço do Japão.

Já o Japão tem apenas 3 pontos, tal como o 4º classificado Emirados Árabes Unidos, fruto de 1 vitória e 1 derrota, com parciais de 3 golos marcados e 2 golos sofridos. Sem dúvida que o embate dos líderes do seu agrupamento será renhido, e com este Japão a receber um Iraque que ainda não somou nenhum ponto, esta é a oportunidade perfeita para vencer e se aproximar dos lugares de agrupamento. Os Samurais Azuis têm jogadores muito experientes e de elevada qualidade, como é o caso do defesa Nagatomo, do Inter de Milão, os médios Kagawa e Kiyotake, do Borussia Dortmund e do Sevilla, e no sector ofensivo pode-se contar com a velocidade de Honda, AC Milan, e o poder de finalização de Okazaki, do Leicester, os dois melhores marcadores da selecção neste momento.

Boas Apostas!