Com o arranque da 1ª jornada da Fase de Qualificação ao Mundial 2018, começamos aqui por fazer a antevisão do Grupos A e B da Fase de Apuramento da Ásia. No Grupo A, os principais candidatos a conseguirem a qualificação são a República da Coreia e o Irão, com a China ainda a entrar nesta luta, deixando o Catar, Síria e Usbequistão a lutarem para não ficarem em último lugar. No Grupo B destaca-se a Austrália e o Japão como favoritos aos dois primeiros lugares, com os Emirados Árabes Unidos e o Iraque a poderem participar na corrida, enquanto que a Tailândia e Arábia Saudita deverão lutar entre si para não ficarem em último lugar.

Grupo A – Candidatos à qualificação

Ja-Cheaol Koo é o melhor marcador da selecção da Coreia do Sul.

Ja-Cheaol Koo é o melhor marcador da selecção da Coreia do Sul.

A República da Coreia é das selecções mais poderosas da Ásia,algo facilmente justificado pelo seu número de presenças consecutivas em Campeonatos do Mundo, uma vez que não falha nenhum desde 1990, em Itália. De todas estas presenças destaca-se a sua campanha no Mundial 2002, no Japão, onde alcançou as meias-finais, acabando eliminada pela Alemanha. Os Tigres da Ásia têm evoluído ainda mais o seu futebol nos últimos anos e contam agora com jogadores que alinham em grandes equipas da Europa, principalmente no sector ofensivo que é o seu sector mais eficaz, o que faz desta selecção a favorita a assegurar o 1º lugar do agrupamento.

O capitão de equipa, que actua na posição de médio defensivo, Sung-Yong Ki, actua no Swansea City, seguindo-se ainda os extremos Heung-Min Son e Chung-Yong Lee, ao serviço do Tottenham e do Crystal Palace, o médio ofensivo do Augsburg Ja-Cheaol Koo, e os avançados Dong-Won Ji e Hee-Chan Hwang, do Augsburg e do Red Bull Salzburg.

O Irão é outra selecção que tem vindo a ganhar força recentemente, apresentando-se no mais recentemente no Mundial 2014 e no Mundial 2006. Agora orientado pelo treinador português Carlos Queiroz, esta é uma selecção a ter atenção, já que contam com jogadores que actuam em algumas equipas da Europa, detendo alguma experiência a nível internacional e que podem vir a fazer estragos, sendo fortes candidatos à conquista do 2º lugar neste agrupamento. Tirando as presenças nos Mundiais de 2006 e 2014, esta selecção participou ainda nas edições de 1978 e de 1998.

Sardar Azmoun

Azmoun é a grande promessa do ataque iraniano.

A baliza iraniana está bem guardada por Haghighi, do Marítimo, contudo, o sector defensivo conta com a falta de alguma experiência, sendo que é no ataque que se destacam mais com a presença da jovem promessa Sardar Azmoun, de 21 anos, que actua de momento no Rostov e em 18 jogos ao serviço do seu país apontou 15 tentos.

A China, por sua vez, também tem evoluído nos últimos anos a nível nacional, contratando vários jogadores europeus e levando-os até ao principal campeonato chinês. Contudo, a nível internacional ainda não provaram nada, tendo apenas participado no Mundial de 2002, no Japão, onde perderam os 3 jogos da Fase de Grupos, sofrendo 9 golos sem conseguirem marcar nenhum. Ainda assim, detêm favoritismo sobre as restantes selecções, o que os deixa candidatos ao 3º lugar de acesso ao play-off, a disputar com o 3º classificado do Grupo B.

Desta selecção destaca-se apenas Zhang Yuning, jovem ponta de lança de 19 anos do Vitesse, uma vez que em apenas 2 jogos que disputou ao serviço da China, assinalou 2 golos. Os restantes elementos da da selecção chinesa, actuam todos em equipas da China.

Fuga ao último lugar

Restando a Síria, Catar e Usbequistão, são todas selecções com um histórico nulo no que toca ao futebol internacional. O Catar é a selecção que deverá conseguir o melhor desempenho destas 3, contando todo o plantel, à excepção do médio Akram Afif do Sporting Gijón, a actuar no principal escalão do Qatar, onde a maioria dos jogadores jogam ao serviço do Al Sadd e do Lekhwiya.

A Síria é outra selecção que pouco poderá fazer, com jogadores espalhados pelos campeonatos do próprio país, do Omã e dos Emirados Árabes Unidos, sem nenhum atleta conhecido. Tal como a Síria, está o Usbequistão que também nunca disputou nenhum grande torneio internacional e que, para além do defesa Vitali Denisov do Lokomotiv Moscovo, e do capitão Odil Akhmedov, do FK Krasnodar, não existem jogadores conhecidos.

Grupo B – Candidatos à qualificação

O campeão inglês em título lidera o ataque japonês, rumo à Rússia.

O campeão inglês em título lidera o ataque japonês, rumo à Rússia.

Desde agrupamento destacam-se principalmente o Japão e a Austrália, com a selecção japonesa a demonstrar o seu valor internacionalmente nos últimos anos, apresentando-se nos Mundiais de 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014, alcançando s oitavos de final por duas vezes. Os Samurais Azuis contam com um plantel com jogadores de grande qualidade que alinham em algumas grandes equipas europeias. A baliza é o seu ponto mais fraco, cabendo aos conhecidos defesas evitar que o inimigo crie perigo, com o central Maya Yoshida do Southampton, e o lateral esquerdo Nagatomo do Inter de Milão em destaque. No meio existe bastante qualidade, com a magia de Kagawa e Kiyotake, do Borussia Dortmund e do Sevilla, e no sector ofensivo pode-se contar com a velocidade de Honda, AC Milan, e o poder de finalização de Okazaki, do Leicester, os dois melhores marcadores da selecção neste momento.

Tim Cahill, o melhor marcador da história da selecção australiana.

Tim Cahill, o melhor marcador da história da selecção australiana.

A Austrália parte como candidata ao 2º lugar, sendo presença constante nas últimas 3 edições do Campeonato do Mundo, onde chegou, por uma vez, aos oitavos de final, em 2006. Os australianos contam já com a maioria dos seus jogadores a actuarem no futebol europeu, muitos deles em boas equipas, e até contam com uma boa espinha-dorsal. Na baliza está Langerak, do Stuttgart, seguindo-se do sector defensiva, a parte mais desfalcada da equipa, onde se destaca o jovem lateral Brad Smith do Bournemouth, de 22 anos, no meio campo está o capitão Mile Jedinak, do Aston Villa, e o jovem Massimo Luongo do QPR, de 23 anos, que em 19 presenças na seleção apontou 4 tentos. No ataque está o veterano Tim Cahill, de 36 anos, o melhor marcador de toda a história da selecção australiana.

O Lugar do play-off

O 3º lugar do play-off parece ser uma posição que será bem disputada entre as selecções do Iraque e dos Emirados Árabes Unidos. O Iraque conta com apenas uma presença, em toda a sua história, num Campeonato do Mundo, tendo participado na edição de 1986, no México, onde perdeu todos os 3 jogos da Fase de Grupos. Apesar da maioria dos jogadores alinharem em equipas do próprio país, destacam-se os jovens defesas Ali Adnan, da Udinese, e Dhurgham Ismail e Ali Faez, ambos do Rizespor. Ahmed Yasin é o patrão do meio-campo, sendo no ataque onde sofreram uma recente grande baixa permanente, com o ponta de lança Younis Mahmoud a retirar-se do futebol internacional, com 57 golos marcados.

Já os Emirados Árabes Unidos encontram-se no mesmo pé de igualdade que o Iraque, tendo apenas participado uma vez no Campeonato do Mundo, em 1990, onde também não venceram nenhum jogo da Fase de Grupos. Contudo, ao contrário dos iraquianos, esta selecção conta com todos os jogadores a actuarem no Campeonato do próprio país, com clubes como o Al Ahli e o Al-Ain a terem 7 jogadores de cada equipa aqui inseridos, o que dá uma boa vantagem a esta selecção, já que os jogadores conhecem bem o estilo de jogo dos seus colegas.

Lutar para não ficar em último lugar

Esta será, provavelmente, uma disputa entre a Arábia Saudita e a Tailândia. A Arábia Saudita é a única das duas que já participou no Campeonato do Mundo, com presenças nos Mundiais de 1994, 1998, 2002 e 2006, onde apresenta um registo de 2 vitórias, 2 empates e 9 derrotas, com parciais de 9 golos marcados e 32 golos sofridos nos 13 jogos que disputou. Com 11 jogadores vindos do Al-Ahli e outros 11 do Al-Hilal, os jogadores desta selecção conhecem-se bastante bem entre si, sendo a maioria ou colegas de equipa, ou grandes rivais, pelo que conhecem bem o estilo de jogo uns dos outros.

Já a Tailândia nunca conseguiu marcar presença no Campeonato do Mundo, sendo, teoricamente, a selecção mais fraca deste apuramento. Também com todos os jogadores a actuarem no campeonato tailandês, onde 9 dos jogadores alinham no Muangthong United, sendo de esperar que os jogadores desta equipa também se conheçam bem entre si, apesar de não ser de esperar que consigam melhor que a última posição deste Grupo B.

Boas Apostas!