Os três golos argentinos que derrotaram a seleção colombiana tiveram um denominador comum: Leo Messi. Muito criticado pela imprensa após o desaire no “superclássico” com o Brasil, o astro que enverga a mítica braçadeira da nação “albiceleste” respondeu de forma categórica, impulsionando a equipa rumo a uma vitória importante na luta pelo apuramento.

Foto: "Getty Images"

Foto: “Getty Images”

O triunfo dos eleitos de Edgardo Bauza começou a desenhar-se desde cedo, graças ao primeiro golpe de mestria protagonizado por Leo Messi na noite de San Juan. À passagem do 10º minuto da partida, numa altura em que o encontro ainda estava muito dividido, Leo Messi não deu a mínima hipótese de defesa ao guarda-redes David Ospina. Celebrou energicamente, descarregando toda a amargura resultante das críticas recebidas ao longo dos últimos dias. Ainda no primeiro tempo, depois de ter “bailado” frente ao defensor direto na direita do ataque, cruzou com “régua e esquadro” para a cabeça de Lucas Pratto, dianteiro do Atlético Mineiro que rendeu Gonzalo Higuaín no onze inicial e voltou a marcar nesta fase de qualificação. O golo que sentenciaria a partida só surgiria já nos últimos instantes do desafio, novamente com uma indispensável rubrica de “La Pulga”. Enzo Pérez perdeu uma dividida com Murillo, mas Leo Messi arrancou pela ala direita e recuperou a bola, entrou pela direita da grande área e ofereceu o 3-0 a Ángel Di Maria. Por mais que a crítica queira responsabilizar o astro argentino pela campanha turbulenta que a equipa está a rubricar nesta etapa de apuramento, os números do herdeiro de Diego Armando Maradona são taxativos: Em 2016, Leo Messi entrou em campo com a camisola da Argentina 11 vezes, apontando oito golos e rubricando sete assistências. O regresso aos triunfos permitiu à Argentina assumir a quinta posição do grupo de apuramento da CONMEBOL. A Colômbia desceu para a sexta posição mas manteve os três pontos de vantagem em relação ao Paraguai, conjunto que perdeu na altitude da Bolívia por uma bola a zero, graças a um golo na própria baliza apontado pelo central Gustavo Gómez. O triunfo permitiu à Bolívia abandonar o último lugar do grupo, agora ocupado pela Venezuela, formação que perdeu por três bolas a zero no Equador.

Alexis decisivo no regresso

Alexis Sánchez regressou aos eleitos de Juan Antonio Pizzi depois de ter falhado o encontro de qualificação diante da Colômbia por lesão. A população do estreito território que ocupa as costas da América do Sul voltou a vibrar com as emoções proporcionadas pela seleção que ostenta o título de bicampeã sul-americana. Em Santiago do Chile, Edinson Cavani até deu vantagem ao Uruguai, mas Eduardo Vargas, jogador talhado para fazer estragos sobretudo quando defende as cores do Chile, igualou a partida antes do intervalo. Na etapa complementar, Alexis Sánchez entrou em cena e foi decisivo, apontando dois golos que são “a cara” do dianteiro que atualmente representa o Arsenal. À passagem da hora de jogo, na sequência de um lançamento nas imediações da área contrária, Alexis dominou, entrou na área e alvejou a baliza uruguaia, surpreendendo o guarda-redes Fernando Muslera. No segundo tento da conta pessoal, demonstrou qualidades que lhe são unanimemente reconhecidas: Inteligência a explorar em profundidade, velocidade, potência e qualidade no capítulo da finalização, dilatando a vantagem. Antes do apito final, Claudio Bravo, guarda-redes que está a passar um mau bocado no Manchester City de Pep Guardiola, ainda teve tempo para brilhar ao defender uma grande penalidade apontado por Luís Suárez.

O menino bonito

Gabriel Jesus é o novo “menino bonito” do futebol brasileiro. A chegada do avançado de 19 anos à “Canarinha” põe fim a uma crise associada à falta de soluções para a frente de ataque da seleção que durava desde os tempos de Adriano, “O Imperador”. Luís Fabiano, Fred, Jô ou Vágner Love não foram dignos herdeiros da camisola 9, mas o jovem que tem sido decisivo na campanha do Palmeiras e já tem tudo acertado com o Manchester City parece quebrar o “tabu”. Depois de ter conquista o Ouro olímpico, Gabriel Jesus mereceu a confiança de Tite e fez dois golos logo no primeiro encontro, frente ao Equador, agarrando o lugar na equipa desde cedo. Na última madrugada, em Lima, abriu a contagem no embate com o Perú – quarto golos em seis jogos – e assistiu Renato Augusto para o segundo golo. O triunfo por duas bolas a zero permitiu manter a liderança do grupo de apuramento da CONMEBOL bem como o registo 100 por cento vitorioso sob as ordens de Tite.

Boas Apostas!