Vata afastou o Marselha na meia-final da Liga dos Campeões em 1989/1990, com a sua famosa mão.

Em 1991, o clube francês perdeu por 5-3 nas grandes penalidades mas em 1992/1993 venceu sem contestação.

O Stade de Reims esteve perto de alcançar o estrelato em 1955/1956 na 1ª edição da Liga dos Campeões ao perder aos pés do Real Madrid de Di Stéfano por 4-3. Foram precisas três épocas, quando em 1958/1959 a final de 1956 seria reeditada com o Real a bater novamente o Stade de Reims, desta vez por 2-0.

Só em 1975/1976 é que assistimos a outra final com uma equipa francesa, Saint-Etiénne, que perdeu frente ao Bayern Munique de Gerd Müller e Beckenbauer por 1-0.

Corria o ano de 1991 quando o Marselha chega à sua primeira final contra o Estrela Vermelha, uma final infeliz onde os franceses que foram eliminados na decisão das grandes penalidades por 5-3.

Duas épocas depois o Marselha conquistou o tão desejado troféu, tornando-se, até ao momento, a única equipa francesa a vencer a Liga dos Campeões.

Tetracampeão francês (1988/1989, 1989/1990, 1990/1991 e 1991/1992) e Campeão da Taça de França de 1988/1989. Estes são alguns dos feitos mais significantes e que marcaram a história do futebol do Olympique de Marselha.

Depois de 16 anos de jejum, os marselheses saíram à rua para festejar a conquista de mais um título nacional que contou com o contributo especial de Papin. O francês marcou 22 dos 56 golos do Marselha no campeonato de 1988/1989. A juntar ao título de campeão nacional, Papin & Companhia venceram a Taça de França ao baterem o Mónaco, campeão nacional na época anterior, por 4-3.

Na época seguinte e já com a participação de Deschamps (na sua primeira passagem pelo clube), Amoros e Mozer, o Marselha voltou a ganhar o campeonato, sendo que Papin voltaria a estar no centro das atenções ao apontar 30 golos. As boas exibições no seu clube e na selecção, valeram-lhe uma Bola de Ouro em 1991, além disso Papin conseguiu sagrar-se por cinco vezes consecutivas o melhor marcador da Ligue 1, de 1988 a 1992.

Europa

Bernard Tapie

Antigo presidente do OM, Bernard Tapie está intimamente ligado à ascensão e queda do clube de Marselha

No ano de 1990, o Marselha encontrou-se com o Benfica na meia-final da Liga dos Campeões. Os franceses bateram a equipa encarnada em casa por 2-1, mas no Estádio da Luz, a famosa mão de Vata ditou o afastamento do Marselha. Mozer bem avisou os seus companheiros do ambiente que iriam encontrar no Inferno da Luz mas sem êxito até ao momento da entrada no campo. Papin acabou mesmo por se render ao apoio de mais de 120 mil pessoas nas bancadas. O avançado francês fez 23 golos nessa época e colocou o Marselha novamente no primeiro lugar do campeonato francês.

Em 1991 e já com Boli e Pelé, depois de ter sido emprestado ao Lille, o Marselha chegou à sua primeira final contra o Estrela Vermelha da Sérvia. O desfecho foi dramático com o resultado final a ser decidido nas grandes penalidades e com a sorte a sorrir aos sérvios que venceram por 5-3. Neste mesmo ano Franz Beckenbauer começou no banco do Marselha como treinador mas quem assumiu a equipa na final foi Raymond Goethals.

Bernard Tapie, então presidente do Marselha, não virou a cara à luta e foi à conquista da Europa. Mozer, Papin e Cantona cederam os seus lugares a jovens como Barthez, Desailly, Boksic, Angloma e Voller.

Nesse mesmo ano, o Marselha voltou a conquistar o campeonato com Papin novamente em destaque ao apontar 23 golos. Em 91/92, naquela que seria a última época do pequeno avançado francês antes de rumar ao Milan, Papin deu mais um campeonato aos seus adeptos, onde mais uma vez foi o melhor marcador do campeonato com 27 tentos.

Na época seguinte, o Marselha chegou à final da Liga dos Campeões depois de bater por 8-0 o Glentoran, equipa da Irlanda do Norte, na 1ª ronda. Na 2ª ronda o Marselha venceu o Dínamo de Bucareste por 2-0. Na fase de grupos, os franceses foram primeiros classificados com 9 pontos num grupo com Rangers, Club Brugge e CSKA Moscovo.

A final frente ao Milan, foi uma final com as melhores equipas da altura.

O Marselha, treinado por Raymond Goethals, contava com Barthez, Desailly, Boli, Deschamps, Pelé, Voller e Boksic enquanto que o Milan, treinador por Fabio Capello, contava com Baresi, Maldini, Costacurta, Rijkaard e Van Basten que fez o seu último jogo enquanto jogador.

Boli apontou o único golo da partida à passagem dos 43 minutos, protagonizando um dos momentos mais históricos do Marselha.

Polémica 1992/1993

O Marselha foi campeão em 1992/1993 mas acabou por perder o título, sendo que nesse ano não houve qualquer vencedor na Ligue 1 em França.

O jogador do clube Eydelie entrou em contacto com três jogadores do Valenciennes para não serem agressivos, no jogo que seria fundamental para a conquista do campeonato, e não lesionarem nenhum jogador para a final da Liga dos Campeões. Este esquema de manipulação foi descoberto e o Marselha ficou fora da Liga dos Campeões de 1993/1994, da Supertaça Europeia de 1993/1994, do Mundial de Clubes de 1993 e resultou ainda, na descida de divisão por 2 anos.

Feiticeiro Raymond Goethals

Goethals foi o grande obreiro do sucesso europeu do Marselha.

O técnico belga chegou a passar pelo futebol português, pelo Vitória de Guimarães, mas foi em França que escreveu o seu nome na história do futebol ao vencer dois campeonatos (1991/1992 e 1992/1993, sendo que este último não foi contabilizado pela UEFA) e uma Liga dos Campeões (1992/1993).

Na final de 1993, o Marselha optou por fazer subir as suas linhas fazendo com que Van Basten e Massaro fossem retirados das zonas de finalização. Depois disso a estratégia passaria por controlar o meio-campo e procurar através de um passe em ruptura um elemento ofensivo.

Goethals teve sucesso e acabou por derrubar Capello na sua caminhada dourada no Milan.

Boas Apostas!