No Grupo do atual campeão europeu, o Bayern Munique, está também um dos gigantes milionários do futebol inglês, o Manchester City. Obviamente, o favoritismo está do lado destas duas equipas, mesmo que os Citizens tenham, no passado, falhado rotundamente os seus planos europeus. A correr por fora, o CSKA Moscovo, equipa muito experimentada nesta prova, tentará a sua sorte, enquanto o Viktoria Plzen regressa à Liga dos Campeões sem grandes razões para festejar – num grupo onde todos os adversários parecem demasiado fortes, a equipa checa não terá missão acessível para somar pontos.

Bayern Munique

Já tudo se terá dito e escrito sobre este Bayern que, no ano passado, dominou todas as competições em que participou, tendo, este ano, contratado Pep Guardiola para tentar repetir esses feitos. O técnico catalão tem conseguido gerir a evolução do estilo de jogo dos bávaros para um momento em que o Bayern possa ser considerado imbatível, mas terá sempre um punhado de equipas, a este nível, que terão capacidades para colocar esse domínio em causa. Não parece que seja o caso do Manchester City.

Thomas Muller Bayern

O Bayern quer repetir o título

Assim, espera-se que o Bayern possa vencer o Grupo, testando situações e aproveitando, até, alguns dos jogos, para rodar jogadores. Guardiola era conhecido no Barcelona por tentar cumprir objetivos rapidamente, de maneira a poder dar descanso às suas estrelas. O mesmo acontecerá aqui. Assim, mais do que uma fase de grupos só com vitórias, espere-se um Bayern com entrada de leão, saindo depois em modo natalício, em direção a mais um possível título europeu.

CSKA Moscovo

Leonid Slutsky conseguiu devolver o título ao CSKA e marca presença em mais uma Liga dos Campeões com o objetivo de ser a surpresa deste Grupo D. O sorteio colocou dois adversários de monta no caminho dos russos, mas a equipa moscovita está habituada a grandes feitos na Europa. No seu plantel, grandes trunfos como o guarda-redes Akinfeev, os experientes defesas internacionais Ignashevich e os irmãos Berezutsky, um meio-campo com Honda, Tosic e Dzagoev e um ataque com Doumbia e Musa, garantem muitas soluções de qualidade para defrontar conjuntos mais fortes. A posição de “underdog” poderá até ser um benefício para equipas de um país que nem sempre lida bem com favoritismos. Contem com o CSKA para que, até dezembro, cada jogo conte como uma final para garantir pontos essenciais para o seu apuramento. Caso não tenha sucesso, será sempre um candidato na Liga Europa.

Manchester City

Navas Man City

Navas é figura no City

O que poderá Manuel Pellegrini fazer para mudar o coração de um Manchester City que, apesar dos avultados investimentos e de já ter garantido um título inglês, continua a não ter aquela marca de dominador que as grandes equipas europeias costumam transportar? O técnico chileno apresentava credenciais para pacificar o balneário e dar um toque de classe à organização do seu onze, algo que vai fazendo com dificuldades no início da temporada. As muitas lesões nas posições defensivas da equipa poderão justificar esta demora, mas o chileno não beneficiará de ofertas na Liga dos Campeões, onde a fase de grupos se constitui como uma armadilha para quem não entra no foco certo. Apesar de tudo, os Citizens são favoritos para terminar num dos dois lugares do topo, precisando, para tal, de vencer os dois jogos frente ao CSKA e garantir que não são surpreendidos pelo Plzen. Se conseguirem cumprir com estes dois pontos, terão tempo para se preparar para a fase decisiva da prova.

Viktoria Plzen

Liga dos CampeõesA equipa checa volta à fase de grupos dois anos depois, mas em situação igualmente ingrata. Depois de em 2011/12 ter enfrentado o Barcelona e o AC Milan, este ano é Bayern e Manchester City. Assim, logo à partida, parece colocado de parte a possibilidade de sonhar com os oitavos-de-final. No entanto, é de notar que apenas o Barcelona conseguiu vencer em Plzen, ficando na memória esta deslocação como nada fácil. Pavel Vrba conta com um plantel praticamente constituído apenas por checos e eslovacos, onde o veterano Pavel Horvath, que passou pelo Sporting, é a cara mais conhecida. O defesa Limbersky é um dos garantes defensivos, enquanto na frente de ataque Tecl, Wagner e Duris são jovens com ambição de se mostrarem a um nível mais elevado. Atenção, portanto, aos jogadores que o Plzen poderá lançar na ribalta, enquanto faz pela vida neste grupo.

Boas apostas!