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Inglaterra – Rússia (Euro 2016)

Inglaterra e Rússia mergulham de cabeça no Europeu. As duas equipas mais fortes do Grupo B medem forças no jogo de estreia, no Velodróme. Vai ser um duelo interessante. De um lado a juventude e entusiasmo da seleção de Roy Hodgson. Do outro, a experiência e “ratice” do conjunto russo, comandado pelo estratega Slutsky. As forças de cada um dos lados podem ser também os calcanhares de Aquiles.

Inglaterra fez uma campanha de qualificação irrepreensível. Os ingleses foram a primeira equipa a garantir o apuramento e a única a fazê-lo só com vitórias. Teve a segunda melhor defesa desta fase de qualificação, concedendo uma média de meio golo por partida, e o segundo melhor ataque – trinta e um golos – só suplantado, por pouco, pela Polónia. No último ano e meio a seleção inglesa só perdeu dois jogos – ambos amigáveis – frente a Espanha e Holanda. E só este ano bateram adversários do calibre de uma Alemanha (2-3), Turquia (2-1) e Portugal (1-0). Há aqui uma linha consistente de resultados, não se pode dizer que seja um fogacho. Ainda assim, os ingleses estão escaldados e não há grande euforia em volta deste grupo. No último Europeu (2012) chegaram aos quartos de final, perdendo com a Itália nas grandes penalidades, e a prestação no Mundial do Brasil foi desastrosa. Apesar de mostrar um jogo agradável a seleção inglesa acabou por ser penalizada por um certo entusiasmo juvenil: não venceu uma única partida. Não só não foi além da fase de grupos como acabou no fundo da tabela.

A discussão do momento, no que respeita à seleção, é sobre a utilização de Wayne Rooney. Há quem ache que ele nem devia estar neste grupo e outros, como o selecionador inglês e os restantes jogadores do plantel, não estão dispostos a abdicar do seu capitão. Hodgson já disse que ia jogar e na frente, para acabar com as especulações. Mas a figura central desta equipa, se a Inglaterra chegar longe, é bem capaz de ser Eric Dier. O jogador formado no Sporting teve uma transformação essencial sob a orientação de Pochettino, nos Spurs, e a sua prestação à frente dos centrais foi decisiva para o sucesso do clube londrino. E está a fazer o mesmo pela seleção. Smalling e Cahill são uma dupla decente mas não extraordinária. E durante muito tempo a Inglaterra teve essa fragilidade: o desposicionamento defensivo. Dier dá essa solidez na retaguarda. E tem ainda a vantagem, do agrado de Hodgson, de poder ser uma opção para o eixo da defesa, caso haja problemas com os centrais de raiz.

Hodgson já deu a entender que vai com tudo para este jogo de estreia. Ou seja, preparem-se para uma formação ofensiva e balanceada para o ataque. Sterling, ao que se percebe, será titular, e é provável que Harry Kane tenha garantido a posição a Jamie Vardy, pelo menos de início.

Ryan Bertrand tem estado a treinar à parte para recuperar de um golpe que o manteve de fora do amigável com Portugal. Chris Smalling desvaloriza a sua condição mas não é segredo que não está a cem por cento.

Onze Provável: Hart – Walker, Smalling, Cahill, Rose – Alli, Dier, Wilshere, Sterling – Rooney, Kane.

euro 2016A saída de Fabio Capello e a chegada de Leonid Slutsky ao comando da seleção russa foi o ponto de viragem. O selecionador russo deu mostras de inteligência e bom senso, com um regresso à base daquilo que faz o futebol do seu país. Apostou num núcleo de jogadores do seu CSKA de Moscovo, em quem confiava para desempenhar o papel e passar a sua mensagem dentro de campo. Sem alarido, a Rússia venceu, sob a sua liderança, os quatro jogos seguintes da qualificação, para garantir o segundo lugar do grupo G. Aos todo a seleção russa concedeu cinco golos no apuramento, apenas um com Slutsky como selecionador.

Desde então a equipa nacional sofreu algumas baixas importantes, sendo, sem dúvida, Alan Dzagoev (com uma fratura no pé) a ausência mais debilitante. Na terça-feira também Igor Denisov foi descartado, com um problema na coxa, o que é um golpe importante para o meio-campo. Mas a maior fragilidade da Rússia, e certamente aquela que equipas como a inglesa vão tentar explorar, é a falta de pernas da dupla de centrais. Ignashevich (36) e Berezutski (33) já não são nenhuns meninos e mesmo no seu pico não eram centrais rápidos. Contra adversários com muita mobilidade e criatividade no setor ofensivo estes dois vão sofrer.

Onze Provável: Akinfeev – Smolnikov, Ignashevich, Vasili Berezutski, Kombarov – Ivanov, Glushakov – Kokorin, Golovin, Shatov – Dzyuba.

Rússia
2-1
InglaterraInglaterra
Euro 2008 (Q)
Inglaterra
3-0
RússiaRússia
Euro 2008 (Q)

Rússia e Inglaterra tiveram os únicos confrontos na qualificação para o Europeu de 2008. Na altura cada qual venceu o seu jogo caseiro mas só os russos conseguiram o apuramento.

Prognóstico Odd Casa Erro
Vitória da Inglaterra 1.90 Betrally
inglaterra
Inglaterra
  • País: Inglaterra
  • Estádio: Wembley
  • Cidade: Londres
  • Fundação: 1863

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russia
Rússia
  • País: Rússia
  • Estádio:
  • Cidade: Moscovo
  • Fundação: 1992

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Justa Barbosa
Justa Barbosa
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