Um pouco de auto-criticismo nunca fez mal a ninguém, e a Espanha precisa de um pouco disso mesmo antes de enfrentar Marrocos no último desafio do agrupamento.

La Roja na opinião dos espanhóis

Isco tem sido uma peça fundamental na criação e organização do ataque de La Roja.

Isco tem sido uma peça fundamental na criação e organização do ataque de La Roja.

Apesar o empate por 3-3 contra Portugal, no encontro inaugural do Grupo B deste Mundial 2018, não ter sido uma vitória, o desempenho geral da equipa deixou uma boa impressão à maioria dos adeptos. Contudo, o mesmo não se pode dizer da performance geral da equipa no encontro contra o Irão onde, em vez de se reconfortarem após uma vitória muito estreita, ficou claro que Fernando Hierro tem muito trabalho pela frente se pretende conquistar este Mundial 2018. O futebol tem evoluído imenso e a maioria das equipas agora usa olheiros, garantindo às equipas um maior conhecimento acerca dos seus adversários. As técnicas de treino também evoluíram muito, e o maior uso das estatísticas dos jogos tem ajudado em tudo isto. O efeito que esta evolução global do futebol causou foi o estreitamento entre a diferença dos ditos “não favoritos” e as considerados equipas de topo. A Islândia empatou com a Argentina, o Uruguai conseguiu uma vitória muito sofrida contra a Arábia Saudita, a Alemanha perdeu com o México (não perdia numa estreia de uma fase final desde 1982), o Brasil empatou com a Suíça, e a Espanha quase empatava com o Irão.

Hierro precisa de relembrar os seus jogadores que estes não são invencíveis, mesmo que esteja no sangue dos espanhóis serem sonhadores e considerarem-se como fortes possíveis campeões, há melhorias a fazer. Temos o jogo contra o Irão para provar isso mesmo. La Roja teve pouca criatividade durante os 90 minutos, muitas vezes falhou em desbloquear a organização defensiva do Irão, tirando o grande Isco que se mostrou incansável e deixava magia por passava. Além disso, ficou vista alguma fragilidade defensiva que, nalgumas ocasiões, deixou os iranianos à beira do golo, deixando os adeptos espanhóis à beira de um ataque de nervos.

Coisas a repensar e, quem sabe, melhorar

Talvez uma ligeira mudança no XI inicial seja necessária. O trio composto por Isco, Iniesta e David Silva, três jogadores semelhantes, poderia ser melhorado. Iniesta é um jogador importantíssimo, experiente e com grande visão de jogo, mas talvez não tenha o rendimento que tinha outrora, podendo tornar-se um jogador que faça mais diferença durante 30 minutos, ao invés de 70-80. Koke poderia entrar no seu lugar, ou talvez mesmo Saúl, são dois bons jogadores e ambos muito trabalhadores. Thiago Alcântara também é uma opção muito viável. Além disso, Asensio é também um jogador que merecia ser titular, e iria oferecer a Hierro muito mais soluções no último terço do campo, já que este é um interveniente que consegue potenciar as hipóteses de golo.

Boas Apostas!