O mundo das apostas na Betfair, habitualmente, gira em torno de três grandes mercados: futebol, corridas de cavalos e ténis. Estes são os três grandes desportos que movimentam mais dinheiro a nível mundial, deixando para os outros uma pequena fatia do mercado. Um por ser o mais conhecido a nível mundial (futebol) e os outros dois pela constante variação de odds, que permite ganhos ou perdas elevadas num curto espaço de tempo.

Neste tutorial vamos voltar a falar das apostas em ténis. Muito mais do que olhar para estatísticas dos duelos anteriores, é necessário perceber outros fatores que acontecem no exato momento do jogo. Isto porque na Betfair, durante uma partida de ténis, a maioria dos ganhos não acontecem no final do encontro, mas sim durante o mesmo, com um atleta a ter um jogo de serviço perdido ou começar o encontro com um set de desvantagem.

Estas pequenas variações fazem com que a odd dispare, deixando uma janela de oportunidade para que sejam realizados bons ganhos, caso o jogador que esteja em desvantagem consiga recuperar-se dessa situação. Mas para isso é necessário saber “ler” alguns fatores que acontecem antes e durante o próprio jogo. Vejamos alguns:

apostas ténis

1. Piso

A primeira análise que temos de fazer é verificar o piso em que vai ser disputado o torneio, pois a maioria dos jogadores rende mais num determinado piso do que em outro. Por exemplo, o Rafael Nadal tem sido praticamente invencível na terra batida durante os últimos tempos, enquanto em piso rápido pode ser derrotado por qualquer um dos melhores jogadores a nível mundial.

Mas quando se olha para o piso também é necessário fugir um pouco à análise básica de verificar se é terra batida, piso rápido ou relva. Isto porque dentro deste género de pisos, existem alguns que são mais lentos do que outros. Por exemplo, o piso rápido do Austrália Open, acaba por ser bem mais lento do que o do Open dos Estados Unidos. Isso benefícia jogadores com características mais defensivas, principalmente espanhóis e argentinos. Já a terra batida de Madrid, é mais rápida do que o habitual.

2. Momento de forma

Como provavelmente sabe, o ranking ATP ou WTA é atualizado semanalmente, tendo como base os pontos conseguidos o ano passado. Ou seja, se tivermos ganho um torneio a 10 de Dezembro de 2011, na mesma data, em 2012, terei os pontos descontados no meu saldo. Por isso, o ranking muitas vezes é enganador das reais capacidades de um tenista. Para compreender melhor, vamos dar-lhe um exemplo.

Imagine que nos últimos seis meses de 2011, Tomas Berdych ganhou vários torneios e com isso acumulou muitos pontos. Contudo, nos primeiros meses de 2012 tem sofrido consecutivas derrotas na primeira ronda. Apesar dos desaires, continua a ter um bom ranking, pois os pontos que conseguiu no último semestre do ano passado ainda não foram descontados do seu saldo, conseguindo uma classificação enganadora. Por isso, torna-se preponderante analisar o momento de forma actual de cada jogador antes de apostar.

3. Confronto directo

Analisado juntamente com outros fatores, o confronto direto pode ser uma excelente ajuda para definirmos em que apostar em certos momentos do jogo. Sendo o ténis um desporto individual, os tenistas acabam por se adaptar mais facilmente a um determinado estilo de jogo do que a outro. O passado de duelos que existe entre os dois tenistas, pode dar-nos uma boa noção do que esperar desse jogo. Se é equilibrado ou não, se costuma ir a terceiro set ou se costuma ter muitas quebras de serviço.

4. Momento da temporada

Devemos também sempre ter em atenção em que momento da temporada estamos. Isto porque existem alguns jogadores que, tendencialmente, têm um pico de forma no início do ano enquanto outros melhoram a sua performance nos últimos meses. Um jogador que ganhe a maioria dos seus pontos na terra batida, irá focar-se mais para ter picos de forma nos meses de Fevereiro e Março, com os torneios na América do Sul, e de Abril a Junho, que é quando o saibro volta a estar em evidência na Europa.

Quando chega o final da temporada, também devemos analisar quantos jogos já efectuou cada jogador. Isto porque tal como aconteceu no Masters de Londres, atletas como Novak Djokovic, Rafael Nadal ou Andy Murray acabaram por pagar a fatura de terem disputados tantos jogos durante a temporada, enquanto Roger Federer apareceu mais “fresco”.

5. Serviço VS. Resposta

Com uma pequena análise ao site da ATP, podemos verificar que existem tenistas que baseiam o seu jogo no serviço, enquanto outros têm a resposta como o seu ponto forte. Este também pode ser outro ponto de partida que nos pode levar a escolher um vencedor do encontro e a conseguir bons ganhos na subida de odds.

Um jogador como o Federer, que é um dos melhores devolvedores do circuito, tem sempre grande vantagem frente a atletas como Andy Roddick ou Ivo Karlovic, que fazem do serviço a sua arma principal, pelo que torna-se quase “seguro” apostar no suíço nestes duelos. Já o contrário é mais difícil de acontecer. Ou seja, um bom sacador normalmente não leva vantagem sobre um atleta que tenha uma boa resposta.

6. Pontos ganhos

Esta dica é extremamente valiosa para quem gosta de apostar em jogadores que estejam a perder por um set, tendo consequentemente as odds mais elevadas. Isto porque muitas vezes os favoritos ganham o primeiro parcial, mas vê-se que a vantagem acontece sem dominarem os pontos com total superioridade. Nestas situações, verifica-se que a falta de confiança e o momento de forma não são os melhores. Por isso, torna-se interessante apostar no jogador contrário, até porque a probabilidade de ele, ao menos, conseguir equilibrar o encontro, é bastante grande.

Damos-lhe como o exemplo o duelo entre o Novak Djokovic e o Janko Tipsarevic, que aconteceu no Masters de Londres. Durante o duelo, o Djokovic ganhou o primeiro parcial, mas via-se que conseguiu apenas porque teve algumas bolas na linha e outras tantas que bateram na rede e passaram. Por esses motivos, seria previsível que o Tipsarevic pudesse crescer no segundo parcial, o que acabou por se verificar.

7. Pontos perdidos

No ténis, ensina-se desde cedo que o melhor é a bola bater fora do que na rede. Isto porque ao parar a bola na rede, demonstra falta de confiança e que o gesto técnico está “preso”. Quando um jogador estiver a perder demasiados pontos neste local, significa que a sua confiança está em baixo e que não está conseguindo jogar solto, o que pode ser um bom indicador para apostar contra.

8. Queda física

Existem várias formas de perceber que o jogador está em queda física. A primeira delas é no serviço. Quando a percentagem de primeiros serviços começa a cair, principalmente porque bate na rede, significa que fisicamente ele não está tão bem, pois começa a ficar sem impulsão para ir buscar a bola no ponto mais alto. Outra das formas de verificar que a capacidade física está em baixo é quando o tenista começa a chegar atrasado à bola, acabando por cair para trás nas bolas mais fundas ou bater no aro da raquete nas bolas mais ao lado.

Durante um duelo de ténis, é possível identificar alguns fatores que podem jogar a nosso favor, conforme os exemplos acima mostrados. Trabalhe no sentido de analisar todos estes factores antes de realizar as suas apostas em Ténis, e certamente que os seus ganhos irão subir durante esse período.

Boas Apostas!