Agora é oficial: António Conte será o próximo treinador do Chelsea. O ainda selecionador de Itália assumirá as funções assim que esteja liberto do Euro 2016. O técnico de quarenta e seis anos é conhecido pela sua personalidade forte, exigência máxima e só jogar para vencer. O contrato com os Blues é para três anos, com um valor de cinco milhões de libras por temporada mais cinco se vencer a Liga dos Campeões.

Chelsea torna Conte oficial

Conte é o senhor que se segue no Chelsea

Conte é o senhor que se segue no Chelsea

O Chelsea fez, por fim, o anúncio oficial do que já há muito ia circulando pelos meios de comunicação. Antonio Conte será o treinador dos Blues na próxima temporada. O italiano assumirá o lugar assim que terminar as suas responsabilidades enquanto selecionador de Itália no Euro 2016 deste verão. Com ele virão os adjuntos Angelo Alessio e Massimo Carrera, ainda que Steve Holland permaneça na equipa técnica de Stamford Bridge.

Na comunicação do clube londrino foi lida uma declaração do italiano na qual o novo treinador se congratula por assumir uma casa ambiciosa e por poder trabalhar na Premier League. Na próxima semana Conte deve ir a Londres para ser apresentado ao conselho de administração do Chelsea e para conhecer a estrutura, supõe-se.

Um currículo vencedor

Apesar de dizer sempre que não se considerava um grande talento, Antonio Conte teve uma carreira invejável como futebolista. Esteve treze anos ao serviço da Vecchia Signora e com essa camisola conquistou cinco títulos na Serie A, a Taça de Itália e todas as provas europeias da altura – Liga dos Campeões, Taça UEFA, Supertaça Europeia, Intertoto e uma Taça Intercontinental. Ao serviço de Itália foi finalista vencido no Mundial dos Estados Unidos, em 94, e vice-campeão europeu em 2000.

A carreira de treinador começou no Bari e no Siena, ambos na Serie B, mas não demorou muito para ser chamado de volta a uma casa que conhecia de olhos fechados. Conte foi incumbido com a difícil tarefa de fazer a Juve voltar ao prestígio de antigamente. É preciso lembrar que o clube de Turim fez uma longa travessia do deserto, depois do escândalo do “Calciopoli” o fazer cair na segunda divisão italiana. Logo no primeiro ano ao comando o técnico italiano levou a Juventus ao título italiano, mantendo-se imbatível ao longo de todo o campeonato, e à final da Liga Europa, que perdeu para o Benfica. A Vecchia Signora ganhou três vezes consecutivas a Serie A, melhorando a cada ano a sua prestação. O divórcio entre clube e treinador aconteceu devido a divergências irreconciliáveis quanto à política de contratações. Basicamente, a Juve não abriu os cordões à bolsa como Conte gostaria.

Conte tornou-se depois selecionador do seu país, substituindo Cesare Prandelli depois da saída sem glória do Mundial do Brasil. A Itália qualificou-se para o Europeu de França sem derrotas mas o técnico já tinha anunciado há algum tempo que abandonaria o cargo após a prova do próximo verão.

Uma mistura de Sir Alex e Mourinho

Há quem veja maiores semelhanças entre os dois

Há quem veja maiores semelhanças entre os dois

Antonio Conte está a ser “vendido” em Inglaterra como o “Mourinho italiano”. Para os detratores do português, contudo, o novo senhor de Stamford Bridge é pintado com cores ligeiramente menos violentas. Personalidade forte, sim, todos lhe reconhecem. Já como jogador ele era capitão pela liderança que inspirava. Não tem problemas em lidar com os egos mas basta lembra que tirou de Andrea Pirlo o melhor que médio tinha para dar já no ocaso da sua carreira. Ou que ajudou a moldar Pogba e Vidal ao mesmo tempo que ajudava jogador difícil como Carlitos Tévez a renascer. Só para citar alguns. O atacante argentino foi o primeiro a dizer que entre ele e Sir Alex Ferguson quase não havia diferenças.

Com o anúncio da sua contratação já começou a especulação quanto a quem sai, quem se mantém mas terá que dar o litro e quem estará na calha para rumar a Stamford Bridge. O clube inglês tem muitos milhões para gastar mas ao mais alto nível o dinheiro não é tudo. Sem poder oferecer o aliciante de competir na Liga dos Campeões na próxima temporada – nem na Liga Europa, diga-se de passagem – é essencial trazer um treinador que possa servir de isco para nomes de maior nomeada.