Para completar os tutoriais de ténis sobre Factores que deve analisar em apostas de Ténis e Erros comuns nas apostas em Ténis, iremos neste tutorial explicar-lhe qual a melhor forma de conseguir prever as surpresas no ténis. Como todo o bom apostador tem presente, os favoritos não ganham sempre os seus encontros e conforme já mencionámos em outros tutoriais, o ténis é um desporto no qual a vitória do favorito paga pouco. Portanto e por uma regra de três simples, o ténis é um desporto bastante lucrativo para apostar em surpresas (normalmente oferecem uma odd bastante generosa ao apostador). Em todos os torneios, sem excepção, existem algumas surpresas pelo que se o apostador conseguir identificar o porquê de elas surgirem, tem meio caminho andado para conseguir lucro. No artigo de hoje irei explicar quais os 6 factores principais para conseguir identificar se o jogo é propício ou não, a existirem surpresas.

Forma / Moral

Como a maior parte dos apostadores sabe, a forma é um factor que pode transformar jogadores não favoritos em prognósticos de valor. Normalmente os desportos individuais funcionam muito à base de confiança e no poder do acreditar, pelo que se um jogador mais fraco vem de uma vitória motivadora sobre um adversário teoricamente mais forte, é natural que os seus índices motivacionais estejam elevados, pelo que será um adversário bastante complicado de bater. O oposto também acontece, bons jogadores em baixo de forma costumam permanecer nessas baixas durante algum tempo. Portanto se o apostador conseguir identificar um jogador “underdog” mas com altos índices de confiança, contra um consagrado mas que esteja em baixo de forma é aconselhável apostar no “underdog“.

Ressalvo no entanto a necessidade de aliar a forma ao cansaço, pois se um jogador que tenha vindo de uma vitória bastante motivadora, tenha sofrido um desgaste enorme para a conseguir, a vantagem emocional que daí advém é anulada pela desvantagem a nível físico, pelo que o melhor é não apostar.

Apostas de Ténis

Problemas físicos

Como já falado anteriormente é bastante importante estar ao corrente de lesões e problemas físicos dos atletas. Como é lógico um jogador lesionado ou com alguma moléstia física, não consegue exibir-se ao seu melhor nível. Outro factor a ter em conta é a fadiga, quando um jogador vem de um torneio ou de um jogo demasiadamente desgastante terá dificuldades no jogo seguinte. Todos estes factores influem no rendimento do atleta, apesar do que, na nossa óptica, consideramos mais importante quando um jogador vem de lesão. Todas as lesões deixam marcas consideráveis nos atletas, pelo que necessitam de ritmo competitivo antes de se encontrarem de novo a 100%, posto isto consideramos de valor apostar no adversário de um jogador que faça o seu primeiro jogo após uma paragem por lesão.

Exemplo disso foi Juan Del Potro, o argentino após a sua paragem por lesão, as casa de apostas consideraram-no favorito contra Feliciano Lopez e Oliver Rochus, a verdade é que a falta de ritmo foi determinante nesses dois encontros e foi derrotado com relativa facilidade em ambos, apesar da sua odd estar claramente mais baixa que a dos seus adversários.

Motivação para o treino

Este factor serve essencialmente para torneios menores (challengers, ATPs 250) e sem grande relevância no calendário internacional. Normalmente este tipo de torneios têm resultados surpreendentes, devido ao facto de muitos jogadores não o enfrentarem com máxima seriedade e motivação. Como é sabido os valores monetários não são os mais apetecíveis nem existem muitos pontos para o ranking. Por outro lado para jogadores com uma menor visibilidade ou para jogadores da casa (do país de origem), consideram estes torneios verdadeiras oportunidades e como um trampolim no ranking. Aconselhamos ao apostador sempre que confrontado por um jogo destes, a valorizar a odd do jogador que joga em casa em detrimento do atleta que na teoria é favorito.

Exemplos disso foram: a prestação de Ivan Dodig no torneio de Zagreb em 2011 que conseguiu o título, eliminando jogadores de muito mais valia que ele e Frederico Gil no Estoril Open de 2010 que conseguiu uma final, impulsionado pelo público lusitano.

Handicaps

O Handicap é importante caso o apostador não se sinta muito seguro na escolha do “underdog” para vencer o desafio. Como é sabido o handicap permite equilibrar o jogo, oferecendo alguns jogos de avanço ao jogador menos favorito, assim se o apostador considerar que o favorito irá passar por dificuldades, mas pensa que mesmo assim irá vencer o jogo, sem dúvida que o handicap a favor do “underdog é a melhor opção. Como visto anteriormente, o ténis é um desporto em que normalmente os favoritos são sobre-valorizados pelo que os handicaps oferecidos pela maioria das casas de apostas são até bastante generosos.

Na nossa opinião este uso de Handicaps é melhor ser utilizado em pisos rápidos (piso duro e relva) em que por norma a probabilidade de existirem quebras de serviço é menor.

Problemas pessoais

Os atletas, apesar de por vezes não o parecerem, são ser humanos como todos nós. Posto isto eles são afectados pelos problemas do quotidiano, tais como mudança de namoradas, de treinador, discussões com a imprensa, etc. Um jogador que esteja emocionalmente perturbado não conseguirá apresentar o nível de concentração nos seus encontros o que irá afectar a sua performance em court. Sem querer fazer disso uma obrigação, aconselhamos por vezes os apostadores a darem uma vista de olhos na imprensa cor-de-rosa e tentar vislumbrar algo que possa ter abalado a confiança e concentração de um atleta, para assim o aproveitar nas apostas.

Um exemplo bastante conhecido no mundo do ténis, foi aquando do divórcio dos pais de Rafael Nadal, que levou ao decréscimo do nível exibicional do espanhol e a algumas derrotas inesperadas.

Diferença de estilos (Match-ups)

Como tudo, existem jogadores que têm mais facilidade em jogar contra certo estilos de jogo do que outros. Este factor pode causar com que jogadores com ranking inferior consigam apresentar h2h positivos, a adversários que estejam acima de si no ranking. O estilo de jogo é bastante importante na hora de analisar um jogo. Um jogador que tenha como principal arma o seu serviço (Karlovic, Cilic, Roddick) sempre terá dificuldades contra bons recebedores de serviço. Por outro lado também os jogadores que fazem do seu forte a consistência no fundo do court, têm dificuldades em lidar com jogadores mais agressivos que subam constantemente à rede, pois não lhe dá oportunidades de ganhar ritmo.

O site da ATP é pródigo neste tipo de estatísticas pelo que antes de apostar num “underdog” procurar sempre analisar como o seu estilo de jogo vai encaixar no do seu adversário (% de jogos de resposta ganhos, pontos ganhos na rede, ases etc).

Sem dúvida que o mais lucrativo nas apostas é conseguir estar do lado certo da barricada quando existem surpresas. Apesar do nome, por vezes as surpresas podem não ser assim tão surpreendentes caso tenha sido feita uma boa analise dos jogadores e descortinar onde os “underdogs” conseguem levar a vantagem em relação ao favorito.

Boas Apostas!