A apenas uma semana do regresso das competições europeias, Chelsea e Manchester City continuam o seu mano a mano na Premier League, conscientes de que a fadiga e a exigência vão crescer nas próximas semanas, com jogos mais exigentes a nível mental e com cada vez menos oportunidades de recuperar de possíveis erros.

Willian Chelsea

Willian chuta para golo

Na noite de ontem, o Chelsea voltou a olhar precipício, num jogo frente ao Everton que acabou por se revelar tão complicado quanto o esperado. Sendo verdade que o Everton está, este ano, longe do seu melhor, a verdade é que continua a ser uma equipa capaz de competir com os melhores, dificultando-lhes a vida e obrigando-os a trabalho extra. Não espanta, assim, que o golo dos Blues tenha surgido de um remate de fora da área, bem perto dos 90 minutos. Aliás, o tempo parece mesmo ser o grande adversário do Chelsea, neste momento. Jogo a jogo, os Blues têm tempo limitado para garantir que conseguem segurar a vantagem acumulada.

Também o tempo aflige o Manchester City, mas exatamente no sentido contrário. Depois de quatro jornadas sem vencer, os Citizens golearam o Stoke City, com uma forte entrada na segunda metade da partida. Manuel Pellegrini dá, assim, um sinal de vida de um conjunto que está agora a sete pontos do primeiro classificado, uma barreira bem alta para ultrapassar na tentativa de renovar o título.

O pódio é meu

A luta mais animada da Premier League é, neste momento, a do terceiro lugar. Jornada após jornada, temos visto o habitante do último lugar do pódio a mudar, com o Manchester United a regressar, a noite passada, ao “poleiro”. O Burnley não se intimidou, nem com Old Trafford, nem com o golo madrugador dos Red Devils, conseguindo empatar a partida e clamar pelos fantasmas da incapacidade ofensiva da equipa de Louis van Gaal. O holandês foi ontem salvo pelo improvável Smalling, que marcou por duas vezes, aproveitando assim o deslize do Southampton que não foi além de um nulo na receção ao West Ham. Os Hammers, aliás, têm tido forte impacto nesta luta, já que conseguiram roubar pontos a vários dos intervenientes.

Também incluídos no sonho da Liga dos Campeões, o Arsenal venceu, à justa, o Leicester City, enquanto o Liverpool bateu o Tottenham e ficou a apenas um ponto dos Spurs, em lugar que também poderá dar qualificação europeia. Num jogo impróprio para cardíacos, Reds e Spurs deram um excelente exemplo daquilo que é a Premier League: grande disputa pela vitória, golos, incerteza no resultado e espaço para o aparecimento de heróis, como Mario Balotelli, que finalmente marcou um golo decisivo para a sua equipa.

O estalar do chicote

Zamora Fer QPR

Zamora e Fer festejam golo do QPR

Estalou, de novo, o chicote no fundo da tabela, com Paul Lambert a sair do Aston Villa após a queda da equipa nos lugares da despromoção. Com o Leicester afundado com apenas 17 pontos, o Burnley, com 21, precisa também de encontrar forma de pontuar com mais regularidade. A crise do Aston Villa fê-lo estagnar nos 22 pontos, os mesmos do QPR, que ganhou a meio desta semana, estando depois o Hull City, com 23, e o Sunderland, com 24, também com excessiva proximidade dos lugares menos desejados.

Não se livram do perigo, ainda, equipas como o West Bromwich Albion, o Crystal Palace ou o Everton. Todos eles têm revelado, ao longo da temporada, capacidade para somar pontos e para disputar os encontros, mas sabem bem que três a quatro jornadas de infelicidade podem empurrá-los para onde não querem estar.