O grupo D da zona de qualificação europeia para o Mundial 2018 reúne três seleções que estiveram na fase final do Euro 2016. A seleção do País de Gales, semifinalista da competição que decorreu em solo francês, é a formação mais cotada em cena, mas as virtudes de Áustria, República da Irlanda e (também)bSérvia devem ser tidas em consideração.

Foto: "UEFA"

Foto: “UEFA”

O País de Gales regressou à fase final de uma competição de seleções em grande estilo, contrariando as probabilidades ao alcançar um lugar entre os quatro finalistas da competição. A chama do dragão galês foi apagada pela seleção portuguesa que e viria a sagrar campeã da Europa, mas não tirou brilhou a um percurso consistente de uma equipa que reforçou o seu estatuto no “velho continente” e conta com uma geração que agora pretende devolver o país à fase final de um campeonato do mundo. No regresso a Cardiff, a comitiva galesa foi recebida em apoteose, com o público naturalmente satisfeito com a prestação de uma das melhores gerações da história do futebol galês. Em França, as duvidas dos mais cépticos foram dissipadas: Há vida para além de Gareth Bale neste País de Gales e só a força do coletivo permitiu chegar tão longe na competição.

O percurso realizado na fase de qualificação para o campeonato da Europa colocava a seleção austríaca no lote de candidatas a alcançar os oitavos-de-final, mas os comandados de Marcel Koller terminaram na última posição do grupo F com apenas um ponto – graças a um empate diante de Portugal -, vitimados pelo ritmo frenético de uma última jornada da fase de grupos em que as decisões foram até ao último segundo. A observação relativa à prestação da Áustria no último Europeu não se restringe aos resultados. Afinal, o futebol praticado pela nação do centro da Europa ficou aquém das expectativas, com apenas um golo marcado em 270 minutos de futebol. A falta de versatilidade do modelo austríaco foi fatal, equipa incapaz de praticar um futebol mais “perfumado” apesar da qualidade individual que é reconhecida a vários elementos que integram esta seleção.

Eliminada nos oitavos-de-final às mãos da seleção anfitriã, a República da Irlanda deixou uma imagem positiva no campeonato da Europa, tanto dentro como fora de campo. A audácia dos comandados de Martin O’Neill permitiu encontrar o pote de ouro no final do arco-íris, quando Robbie Brady cabeceou para o golo na vitória sobre a Itália na derradeira ronda e permitiu que a sua seleção carimbasse o passaporte para os oitavos-de-final. Antes disso, os irlandeses tinham empatado com a Suécia na primeira ronda (1-1) e perdido com a Bélgica na segunda (3-0). A República da Irlanda treinada por Martin O’Neill parece talhada para grandes desafios e, nesta fase de qualificação para o Mundial 2018, terá uma tarefa um pouco à imagem daquilo que encontrou no Euro 2016, isto se tivermos em conta que lutará com pelo menos duas seleções que estão num pedestal qualitativo idêntico.

Altamente penalizada na qualificação para o Mundial 2018 pelos incidentes em Belgrado no encontro com a Albânia, a seleção da Sérvia encara o percurso com destino à Rússia com maior responsabilidade. Os sérvios têm mais uma oportunidade para provar que têm uma seleção muito talentosa, capaz de devolver o país à fase final de uma grande competição. Assegurar um lugar no Mundial 2018 é muito importante para dar consistência e credibilidade à equipa no plano internacional, cimentando uma posição que tem tudo para ser alimentada a médio prazo atendendo aos resultados que as seleções jovens do país têm conseguido obter. A Sérvia é uma ameaça real às aspirações das três seleções que estiveram na fase final do campeonato da Europa.

“Underdogs”

Geórgia e Moldávia são os “underdogs” deste grupo de qualificação para o campeonato do mundo. A seleção da Geórgia volta a medir forças com a República da Irlanda, seleção que já tinha defrontado na fase de qualificação para o Euro 2016. A deslocação a Tbilisi poderá ser difícil para as seleções a concurso, mas a Geórgia, seleção que conquistou nove pontos em dez jogos na qualificação para o Euro 2016 – beneficiou da presença de Gibraltar no mesmo grupo – não tem condições para se intrometer na luta por uma vaga na fase final. Os moldavos figuram num pedestal ligeiramente abaixo dos georgianos e também encontram uma seleção que defrontaram na qualificação para o campeonato da Europa: A Áustria. Sem qualquer vitória no grupo G de qualificação para a fase final do Euro 2016, a Moldávia conseguiu pontuar em dois encontros e curiosamente fora de portas em ambas as ocasiões, diante da Rússia (1-1) e do Liechtenstein (1-1).

Boas Apostas!