Este fim de semana volta a Taça Davis. Os quartos de final do Grupo Mundial estão a ser marcados pela retirada dos nomes do topo do ranking. Se esta altura do ano já é normalmente sobrecarregada, com várias provas importantes a intermediar Wimbledon e o Open dos Estados Unidos, o torneio olímpico veio ainda apertar mais o calendário. Vamos rever quem vai a jogo pelos respetivos países em prova e os possíveis cruzamentos na ronda seguinte.

Murray é a última baixa

A última baixa para estes quartos de final da Taça Davis foi Andy Murray. O escocês, escalado para liderar o Reino Unido nesta próxima eliminatória, decidiu retirar a sua disponibilidade depois da vitória em Wimbledon. Todos na comitiva britânica entendem a decisão do número dois mundial. Além do desgaste físico e emocional do segundo título na relva do All England Club, Murray tem vários desafios importantes pela frente. Dentro de três semanas vai para o Rio de Janeiro, defender a medalha de ouro olímpica e nos primeiros dias de setembro há nova prova do Grand Slam, uma que já conquistou antes e onde pode fazer um ataque à liderança de Novak Djokovic no Ranking ATP. Todas essas coisas tiveram que ser consideradas e Murray optou, e bem, por aproveitar estes dias para recuperar o físico.

Entre Belgrado e Pesaro

A equipa do Reino Unido, que defende o troféu coquistado na última temporada, terá que se desenrascar sem Andy Murray.

A equipa do Reino Unido, que defende o troféu coquistado na última temporada, terá que se desenrascar sem Andy Murray.

Este fim de semana o Reino Unido vai a Belgrado enfrentar a Sérvia. Já antes, aquando da sua saída precoce do Major Britânico, Novak Djokovic tinha anunciado que não iria representar o seu país nestes quartos de final. A comitiva sérvia será composta por Dusan Lajovic (81º), Janko Tipsarevic (405º). O segundo vai fazer dupla com o compatriota Nemad Zimonjic para o encontro de pares. A representar os britânicos estarão Kyle Edmund (67º) e James Ward (240º). O outro Murray, Jamie, fará dupla com Dominic Inglot, quinto e vigésimo nono no ranking de pares, respetivamente.

Em Pesaro, Itália, terá lugar outro destas eliminatórias, que opõe italianos a argentinos. Pela parte dos da casa os jogadores mais cotados – Fabio Fognini (36º) e Andreas Seppi (52º) – ficarão responsáveis com os duelos individuais que, em princípio os vão opor a Federico Delbonis (40) e Juan Monaco (94). Juan Martin del Potro volta a vestir a camisola da Argentina na Taça Davis, ao fim de quatro anos de ausência, e deve ser o companheiro de Guido Pella (51º) na modalidade de pares. Do outro lado da rede estarão Marco Cecchinato e Paolo Lorenzi (48º).

De Portland à República Checa

Em Portland, os Estados Unidos recebem a Croácia. A seleção norte-americana terá clara vantagem no encontro de pares, onde é representada pelos irmãos Bob e Mike Bryan, uma das melhores duplas do mundo, e que podem jogar juntos de olhos vendados. Em princípio o piso rápido pode dar alguma vantagem ao gigante americano – John Isner (16º) – nos duelo individuais, embora Marin Cilic (12º) e Borna Coric (54º) tenham qualidade técnica suficiente para equilibrar as contendas.

E por fim há o embate entre checos e franceses, em Trinek, na República Checa. A comitiva gaulesa conta com Jo-Wilfried Tsonga (10º) para esta contenda, secundado pelo jovem e motivadíssimo Lucas Pouille (21º). Jiri Vesely (50º) e Lukas Rosol (78º) serão os representantes checos nas partidas de singulares, já que também Tomas Berdych não respondeu à chamada. O veterano Radek Stepanek (118º) fará dupla com Adam Pavlasek (111º), na componente de pares.

O quadro já está definido. Os vencedores das eliminatórias de Belgrado e Pesaro irão encontrar-se nas meias-finais. O mesmo acontece com as seleções que saírem por cima em Portland e Trinek.

Boas Apostas!