É oficial. Claudio Bravo assina com o Manchester City para as próximas quatro temporadas, por uma verba que pode chegar aos vinte milhões de euros. Aos trinta e três anos o chileno está no pico da sua carreira e Pep Guardiola consegue o guarda-redes que encaixa na sua visão de futebol. Joe Hart pode ter feito na quarta-feira o último jogo com a camisola dos citizens.

Claudio Bravo, citizen por quatro épocas

Aos trinta e três anos o chileno assume o desafio de ser peça-chave no projeto do City de Guardiola.

Aos trinta e três anos o chileno assume o desafio de ser peça-chave no projeto do City de Guardiola.

Não foi fácil para Claudio Bravo decidir abandonar o Camp Nou, onde passou os últimos dois anos. Mas a perspetiva de ser desejado por Pep Guardiola foi o factor decisivo para abraçar o novo desafio. Nestas duas temporadas venceu uma Liga dos Campeões, duas Taças de Espanha e foi duas vezes campeão da Liga Espanhola. Mas também em representação do Chile conquistou duas Copas Américas consecutivas.

O City concordou pagar dezoito milhões de euros ao Barcelona pela transferência, para ter o guardião pedido por Guardiola nas próximas quatro temporadas. Desde que se anunciou que Pep Guardiola seria o próximo treinador do Manchester  City que se percebeu que Joe Hart tinha o lugar em risco. Não é nada pessoal. Mas também não é segredo que o treinador catalão tem uma visão muito específica de como as suas equipas devem jogar e que o guardião inglês não tem as características necessárias para cumprem o que Guardiola espera dos guarda-redes.

O mais Neuer possível

Desde o início o técnico foi transparente. Vinha com carta-branca e para o lugar entre os postes precisava de alguém que se pudesse aproximar ao que Manuel Neuer fazia no Bayern de Munique. Nos primeiros três jogos da temporada, Pep Guardiola entregou a titularidade a Willy Caballero e deixou Hart no banco. Na quarta-feira, quando Bravo já estava em Manchester a fazer testes médicos, o catalão alinhou com o inglês, na segunda mão do play-off da Liga dos Campeões, que já estava mais do que decidido. Das bancadas Joe Hart recebeu o carinho dos adeptos, que não gostam de o ver ser empurrado para fora ao fim de dez anos de dedicação ao clube. Foi um momento emotivo também para o guarda-redes inglês, uma espécie de despedida do Etihad.

Na quarta-feira Joe Hart recebeu o carinho dos adeptos e há muitos que não se conformam com a sua situação.

Na quarta-feira Joe Hart recebeu o carinho dos adeptos e há muitos que não se conformam com a sua situação.

Guardiola lamenta a situação. Ele entende que foi contratado para tomar decisões e sabe que ao fazê-lo vai desagradar os que ficarem sem espaço. Mas ele explica que a sua filosofia de jogo não é uma teimosia. Não se trata de manter a posse de bola pela posse de bola. Mas insiste que quer a posse de bola – noventa e nove por cento, se possível – com o objetivo de criar mais e melhores oportunidades para chegar ao golo. Ao mesmo tempo que reduz a possibilidade de sofrer contraofensivas. Não lhe basta ter um bom guarda-redes entre os postes. Para o seu modelo o número um tem que ser também um jogador de campo. Para isso é essencial a capacidade para jogar com os pés – a precisão nos passes curtos – e a capacidade de ler o jogo para preencher o espaço que lhe cabe. Como Neuer, Bravo vai ter a iniciativa de sair da baliza quando for necessário interromper um lance de contra-ataque, numa espécie de função de varredor das ameaças no seu momento embrionário.

O ideal para Joe Hart seria encontrar um novo projeto onde fosse uma mais-valia. Não faltariam interessados em Inglaterra mas esta altura de fecho de mercado estreita bastante o lote de opções. Aqueles que procuravam um guarda-redes titular – Everton e Liverpool – já encontraram solução. Pelo menos Koeman já disse claramente que não está na corrida. Outros que poderiam estar interessados não terão dinheiro para o ir buscar.

Boas Apostas!