A Premier League ainda não começou e já está marcada pela rivalidade dos dois colossos de Manchester, com José Mourinho a orientar o United, e Pep Guardiola a comandar o City. Ambos técnicos pretendem mudar a cara do futebol de Manchester, e aqui vão cinco desafios que cada treinador irá enfrentar:

As prioridades de José Mourinho

1. A questão Pep Guardiola

Como treinadores principais do Real Madrid e Barcelona de 2010 a 2012, Mourinho e Guardiola estavam num duelo pelo título de campeão da La Liga, por isso, era prático para o português focar-se no rival da Catalunha. Agora, Mourinho argumenta que a Premier League é um campeonato maior e mais renhido, pelo que não lhe seria produtivo concentrar-se apenas no seu rival. Contudo, caso o United dê por si na corrida pelo título com o Manchester City, a tentação dos fãs será fazer disso uma batalha pessoal, novamente.

2. Convencer os fãs que não é o novo Louis van Gaal

mourinhoAquele charme ofensivo de Mourinho não tardou em aparecer quando, na sua apresentação oficial, falou sobre futebol agressivo e rejeitou as tácticas negativas que tanto atormentaram o seu antecessor na temporada transacta. Contudo, os fãs receiam que o conjunto de José Mourinho não consiga corresponder ofensivamente à tradicional forma de jogo do United. Este preconceito até pode ter alguma verdade, mas as melhores equipas que Mourinho treinou contam também com muitos golos marcados. Quando treinou o Real Madrid, e foi campeão da La Liga em 2012, bateu o recorde com 121 golos marcados, concedendo apenas 32 no processo.

3. Dispensar quem não interessa

Adnan Januzaj, James Wilson, Memphis Depay, Juan Mata e Ander Herrera parecem ter a sua presença no Manchester United a prémio sob as ordens do técnico português. A chegada de Zlatan Ibrahimovic e de Henrik Mkhitaryan veio aumentar a concorrência, pelo que estes jogadores que pouco têm feito pelo clube fazem bem em questionar-se se terão mesmo lugar no plantel de 24 homens deste novo treinador.

4. Marcus Rashford

Este jovem de 18 anos foi um raio de luz no nevoeiro dos últimos dias de Louis van Gaal. Rashford também brilhou ao serviço de Inglaterra, e apesar de ter actuado por pouco tempo na derrota por 2-1 frente à Islândia, no Euro 2016, o jovem conseguiu, mesmo assim, aumentar a sua reputação. Espera-se fascinante a forma como José Mourinho irá utilizar o jovem de 18 anos.

5. Encontrar uma estratégia para a Liga Europa

Irá José Mourinho entrar com tudo para vencer este 2º escalão de futebol europeu? Ou dará prioridade em fazer do Manchester United um verdadeiro candidato ao título de campeão inglês? A prioridade parece pender para o lado da Premier League, por isso é de esperar um conjunto de jogadores menos utilizados a serem lançados para as duras quintas-feiras de futebol da Liga Europa.

As prioridades de Pep Guardiola

1. Resistir às “farpas” de José Mourinho

Uma rivalidade que projecta Guardiola como o treinador de boas maneiras, que se rege por um modelo aristocrata, contra um vencer a todo custo de Mourinho, está bem documentada. Não há dúvidas que o espanhol é o mais calmo, no entanto, poderá ceder às provocações do seu vizinho de Manchester? Guardiola cedeu às provocações de Mourinho apenas uma vez, em 2011, mas uma época no futebol inglês pode ser longa e o técnico catalão precisa de ser prudente para não cair em nenhuma provocação.

2. Implementar evolução, não revolução

Conseguirá Guardiola implementar o tipo de jogo do Barça, e do Bayern, no City?

Conseguirá Guardiola implementar o tipo de jogo do Barça, e do Bayern, no City?

“Vamos tentar”, é a mensagem de Guardiola quanto à implementação dos seu estilo de passes curtos e precisos no City. Dado o seu historial e a sua ampla visão de jogo, não parece haver nenhuma razão para que os Citizens não tentem igualar os padrões de jogo do Barça e do Bayern. Guardiola, contudo, pode precisar de tempo para o fazer, e tempo, segundo o técnico espanhol, é um bem quase extinto num campeonato turbulento como a Premier League.

3. Joe Hart

“Até agora não há dúvidas, ele é o número 1.” Foi a apreciação surpreendentemente honesta quanto a Joe Hart. Contudo, estas palavras dificilmente convincentes seguiram-se de: “Estamos sempre à procura da melhor opção para criar uma equipa melhor. Mas não estou preocupado. Não me preocupa o desempenho de Hart durante o Euro 2016. É importante saber as suas qualidades, analisá-las e decidir o que vamos fazer com ele.

4. Alcançar a Liga dos Campeões devidamente

O Manchester City, pela primeira vez na sua história, foi semi-finalista da Liga dos Campeões na última temporada, portanto, alcançar a Fase de Grupos deverá ser tarefa fácil. Correto? No entanto, os Citizens juntam-se ao FC Porto, AS Roma, Borussia Monchegladbach e Villarreal, entre outros, para a Fase de Qualificação, enquanto Shakhtar Donetsk, Ajax, AS Monaco e Olympiakos também se podem juntar a estes caso se qualifiquem na 3ª Pré-Eliminatória. Poderá ser uma qualificação complicada.

5. Encontrar um líder durante a ausência de Kompany

Com o belga ainda a recuperar da respectiva lesão, entregar a braçadeira de capitão a Yaya Touré poderia oferecer uma pista quanto à sua relação com o treinador.

Boas Apostas!