Alemanha consegue os três pontos. Esteve a perder, andou às aranhas e mostrou vulnerabilidade. Mas as mudanças no segundo tempo funcionaram e tantas ocasiões criou que chegou à vitória, já em tempo de descontos. Suecos e alemães vão para a última jornada com três pontos. O México está encaminhado mas precisa de confirmar o primeiro lugar. A Coreia está eliminada mas não será por isso que vai estender a passadeira vermelha.

Ozil e Khedira no banco

A derrota no jogo de estreia fez soar todos os alarmes na comitiva alemã. Se a Suécia, que já tem três pontos, vencer este jogo não só se apura para os oitavos como manda a Mannschaft para casa.

Joachim Low faz quatro alterações mas há aqui significados distintos. Matts Hummels magoou-se no treino, no pescoço, e estava em dúvida. Para o seu lugar entrou Antonio Rudiger. No lado esquerdo da defesa, Jonas Hector recupera a posição que era sua, antes dos problemas físicos. Estas substituições são naturais. As seguintes, menos. Sami Khedira, um dos jogadores mais contestados frente ao México, dá lugar a Sebastian Rudy. O selecionador dá o braço a torcer aos críticos mas não inteiramente já que o nome de Leon Goretska era o mais referido. Mesut Ozil fica no banco, Julian Draxler vem para dentro e Marco Reus ocupa o lado esquerdo.

Do lado sueco, só uma mudança em relação à equipa que defrontou a Coreia: Victor Lindelof que tinha ficado fora por indisposição regressa à titularidade, por troca com Pontus Jansson.

Suécia aproveita as costas da defesa

A saída de Sebastian Rudy, com o nariz a sangrar, tem forte impacto na prestação da equipa no resto da primeira parte.

A saída de Sebastian Rudy tem forte impacto na prestação da equipa no resto da primeira parte.

A seleção alemã entra com uma ideia fixa e não tarda a instalar-se no meio-campo adversário. A Alemanha ataca de forma organizada, com várias ocasiões de perigo mas a bola não entra, seja pela falta de acerto ou por ação defensiva. Aos sete minutos, Emil Forsberg ameaça, aproveitando o balanceamento ofensivo dos germânicos para tentar ganhar as costas as centrais. Aos treze, lance de Marcus Berg quase a papel químico. Desta vez entra na área e é derrubado. A Suécia pede penalti mas o VAR nem sequer é solicitado. As imagens mostram que Boateng vai à bola mas empurra também o avançado sueco. Continua a toada: os alemães a atacar, os suecos a explorar o contra-ataque. A lesão de Rudy – que parece ter partido o nariz num lance involuntário – e a sua saída vem alterar esta dança e o equilíbrio. Em vez de chamar Goretzka, Low opta por Ilkay Gundogan. São dois estilos de jogador muito distintos.

No minuto seguinte, Ola Toivonen coloca a Suécia a vencer. Erro de Kroos, que perde a bola no meio-campo, e mais uma vez existe uma buraca na defesa germânica. A bola ainda desvia em Rudiger, acentuando o arco e ficando fora de alcance de Manuel Neuer. Cada vez que a Alemanha perde a posse de bola fica com o coração nas mãos. O adiantamento dos laterais deixa os centrais sozinhos na recuperação defensiva.

A Suécia vai a ganhar para intervalo e a Alemanha tem quarenta e cinco minutos para evitar a eliminação.

Alemanha entra diferente mas sofre até ao fim

O segundo tempo arranca com mudança nas hostes germânicas: sai Draxler para a entrada de Mario Gomez. A Alemanha está de volta ao jogo e a confirmação chega ao minuto quarenta e oito: Marco Reus faz o empate. Arrancada de Timo Werner pela esquerda, toque de Gomez na área e o homem do Dortmund encosta com a canela. No minuto seguinte é um remate de meia distância de Kroos que passa muito perto da baliza sueca. Robin Olsen obrigado a estar atento na segunda parte.

Kroos redimiu-se com um livre irrepreensível, que vale três pontos.

Toni Kroos redimiu-se com execução perfeita no livre que vale os três pontos.

A vinte minutos do fim o ritmo baixo dos dois lados. A Suécia parece fisicamente mais desgastada e aos setenta e oito, o selecionador troca Toivonen por John Guidetti, para refrescar o ataque e manter ao alemães em sentido. Funciona melhor que a encomenda. A oito minutos do fim Jerôme Boateng, que já tinha amarelo, é expulso por atingir Berg por trás.

A dois minutos do fim do tempo regulamentar, Olsen nega o golo de cabeça a Mário Gomez. Aos noventa e dois Julian Brandt remata da entrada da área e atinge o poste. Ainda há uma recarga mas é assinalado fora de jogo. O golo da Alemanha chega no último minuto dos descontos, num livre direto de Toni Kroos. O jogador merengue a redimir-se do erro que deu o golo sueco. A Mannschaft que fez muito nesta segunda parte para merecer os três pontos, mesmo a jogar com menos um nos últimos treze minutos. A Alemanha livra-se de boa mas a Coreia não será pera doce nenhuma.

Boas Apostas!