O Sporting de Jorge Jesus foi até onde a qualidade individual do Real Madrid permitiu, numa história que conheceu o segundo capítulo depois de um desfecho dramático no Santiago Bernabéu. Não há dois jogos iguais, mas os embates entre Sporting e Real Madrid apresentam  vários pontos em comum. A equipa portuguesa foi tacticamente competente, suficientemente irreverente para criar calafrios à defesa do Real Madrid mas caiu às mãos de um adversário indiscutivelmente mais forte do ponto de vista individual.

Foto: "Reuters"

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Jorge Jesus voltou a apostar num 4x1x4x1 sem bola, posicionando a primeira linha de pressão sobre a linha de meio-campo, procurando condicionar o processo de construção do Real Madrid que tem em Luka Modric um elemento fulcral. Com bola, o Sporting tentou constantemente chegar-se à frente com perigo, Gelson Martins voltou a causar problemas a Marcelo, prejudicado pela falta de solidariedade de Gareth Bale na manobra defensiva. No flanco contrário, em noite de regresso à casa que o formou, Cristiano Ronaldo não esteve particularmente inspirado. Em Alvalade, o Sporting voltou a sucumbir a etapa final da partida quando Benzema cabeceou para o fundo da rede à guarda de Rui Patrício, anulando o golo apontado por Adrien na sequência de uma grande penalidade assinalada após uma infração de Fábio Coentrão. O campeão europeu em título teve mais bola, jogou mais tempo sobre o meio-campo contrário, mas ficou a sensação de que nem sempre teve o jogo sob controlo. Quando mais precisou, a qualidade individual fez a diferença e conquistou os três pontos, indispensáveis para chegar à última ronda na luta pela conquista do primeiro lugar do grupo.

Ao olhar para o “placard” final do encontro entre Borussia Dortmund, o mais incauto dos adeptos poderá questionar a veracidade do resultado ou, na melhor das hipóteses, desconfiar da modalidade em que se registou um 8-4. No Westaflenstadion, a chuva de golos começou cedo e curiosamente foi o Légia de Varsóvia que abriu o ativo. Shinji Kagawa corrigiu a entrada em falso com dois golos num espaço de dois minutos e abriu caminho para um resultado que fica nos compendios da Liga dos Campeões, não pela importância do jogo do ponto de vista classificativo, mas sim pelos números que nos transportam para uma realidae altamente anacrónica e anárquica em termos de organização futebolística. O Légia de Varsóvia possui um registo incrivelmente negativo no capítulo defensivo: 24 (!) golos sofridos em apenas cinco jogos.

Empate no Parken

Em Copenhaga, capital do reino da Dinamarca, o Futebol Clube do Porto disputou um encontro importante na luta pelo acesso aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Na primeira parte, a autoridade nórdica imperou, com o Copenhaga a ter mais bola na tentativa de impor o domínio que já tinha demonstrado nos dois jogos anteriores nesta fase de grupos da Liga dos Campeões. O intervalo fez bem aos pupilos de Nuno Espírito Santo, pelo menos a julgar pela resposta dada na segunda etapa do compromisso. A equipa soube gerir melhor as ações, equilibrou as forças e teve ocasiões para chegar ao golo, ficando na retina uma defesa a dois tempos do guarda-redes Robin Olsen às investidas do jovem André Silva. Na derradeira ronda da fase de grupos, caso o Copenhaga vença em Brugge, só há um resultado que interessa ao Futebol Clube do Porto na receção ao Leicester: A vitória. O campeão inglês venceu o Club Brugge por duas bolas a uma no King Power Stadium e garantiu a passagem à próxima fase com estatuto de líder.

Em noite de gala, foram os portugueses que entraram em cena no Principado do Mónaco que tiveram mais razões para sorrir. O Mónaco de Leonardo Jardim entrou em campo ciente de que uma vitória frente ao Tottenham permitiria assegurar a passagem aos oitavos-de-final com estatuto de líder do grupo E, resultado do empate (1-1) no encontro entre CSKA de Moscovo e Bayer Leverkusen disputado algumas horas antes, na capital russa. Os golos de Djibril Sidibé e Thomas Lemar permitiram à equipa francesa dar um passo em frente rumo à fase a eliminar, conquistando um dos grupos mais equilibrados desta Liga dos Campeões 2016/17.

Numa época em que tudo se configurava para que o Sevilha finalmente conseguisse continuar na Liga dos Campeões ao invés de voltar a disputar a Liga Europa, prova “cliché” do emblema andaluz, uma derrota caseira frente à Juventus por três bolas a uma vem pôr muita coisa em causa – os homens de Sampaoli terminaram reduzidos a 10 unidades e sofreram o golo do empate na conversão de uma grande penalidade. A uma jornada do fim, os espanhóis estão no segundo lugar com 10 pontos, mais três que o Lyon, emblema que visitam na próxima ronda. O emblema francês perdeu no Sánchez Pizjuán por uma bola a zero e sabe que uma vitória no moderno Parc Olympiqye Lyonnais por uma margem superior a um golo permitirá rumar à fase seguinte da prova. A Juve recebe o Dínamo de Zagreb – emblema que ainda não pontuou – e está em óptima posição para garantir o primeiro lugar do grupo.

Boas Apostas!